URGENTE: Bolsonaro faz novo pedido a Moraes
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta quarta-feira (11) um novo e dramático pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O requerimento solicita, em caráter de urgência humanitária, a conversão da prisão preventiva para prisão domiciliar, contestando as conclusões do recente laudo médico da Polícia Federal.
O movimento ocorre um dia após a perícia oficial reconhecer a gravidade do quadro de saúde do ex-mandatário — citando “multimorbidade” e necessidade de acompanhamento contínuo —, mas, paradoxalmente, atestar que ele teria condições de permanecer no Complexo da Papuda (na ala conhecida como “Papudinha”).
“Risco de Evento Fatal”
Na nova petição, os advogados de Bolsonaro sobem o tom e apontam que o ambiente carcerário é uma “sentença de morte velada” para um homem de 70 anos com o histórico clínico do ex-presidente. A defesa argumenta que o laudo da PF ignorou o risco concreto de “descompensação súbita”, que poderia ser fatal sem o aparato médico imediato que o presídio não oferece.
“Não estamos pedindo liberdade, estamos pedindo o direito à vida. A manutenção do ex-presidente em uma cela, ainda que especial, diante da instabilidade de seu quadro, flerta com a tragédia”, diz um trecho do documento ao qual a reportagem teve acesso.
O Precedente Collor
A peça jurídica também provoca o STF ao citar o princípio da isonomia. A defesa relembra o caso do ex-presidente Fernando Collor, que obteve o benefício da prisão domiciliar sob a tutela do próprio Alexandre de Moraes, em maio do ano passado, por razões de saúde semelhantes.
“Se a lei vale para um, tem que valer para todos. Ou o tratamento rigoroso é exclusivo para quem ousou desafiar o sistema?”, questionou um aliado próximo da família Bolsonaro nos corredores da Câmara hoje cedo.
Moraes Sob Pressão
Agora, a “batata quente” volta para as mãos de Alexandre de Moraes. O ministro deu 5 dias para a PGR se manifestar, mas a defesa pede uma decisão monocrática imediata (liminar), dada a urgência alegada.
Enquanto isso, apoiadores prometem manter a vigília nas redes sociais. A narrativa de que Bolsonaro estaria sofrendo uma “tortura biológica” ganha força, e qualquer agravamento em sua saúde cairá, inevitavelmente, na conta do Judiciário.
A nação aguarda, apreensiva, a canetada que pode decidir não apenas o destino jurídico, mas a sobrevivência do maior líder de oposição do país.





