O país refém da corrupção e da subserviência

O Brasil amanheceu mais triste nesta semana. E não foi apenas pela vergonhosa posição no ranking global da corrupção, que nos colocou de volta ao patamar de párias internacionais. O buraco, infelizmente, é mais fundo. O que assistimos hoje é a consolidação de um projeto de poder que mantém a nação refém de dois algozes implacáveis: a corrupção sistêmica, agora institucionalizada, e a subserviência ideológica.

Ao olhar para o cenário de fevereiro de 2026, a sensação de déjà vu é sufocante. Mas diferentemente dos escândalos do passado, onde o roubo era feito “por debaixo dos panos”, a pilhagem atual ocorre sob a luz do dia, amparada por decisões judiciais e silenciada por uma imprensa complacente.

A Corrupção como Método de Governo

Não se trata mais de “maçãs podres” no cesto. A corrupção voltou a ser o óleo que faz a engrenagem de Brasília girar. A volta do loteamento das estatais, o retorno dos fundos de pensão às mãos de sindicalistas e a farra das emendas parlamentares sem transparência criaram um ambiente onde o mérito foi banido e a propina, normalizada.

O governo Lula 3 provou que não aprendeu nada e não esqueceu nada. A diferença é que agora, com o Judiciário atuando como guarda-costas do Executivo, a impunidade não é uma aposta; é uma garantia constitucional para os amigos do rei.

Subserviência: O Brasil Menor no Mundo

Se internamente somos reféns da cleptocracia, externamente somos servos. A política externa brasileira virou motivo de piada — ou de choro — nos fóruns globais. Sob a batuta de um Itamaraty ideologizado, o Brasil virou as costas para as democracias ocidentais e se abraçou com o que há de pior no globo.

Enquanto o agronegócio — que carrega o PIB nas costas — é demonizado pelo próprio governo, o Planalto rasga sedas para ditaduras na América Latina, no Oriente Médio e na Ásia. O retorno dos financiamentos do BNDES para obras em países “companheiros”, enquanto nossas estradas viram pó e nossos hospitais colapsam, é o retrato escarrado dessa subserviência. O suor do trabalhador brasileiro financia o charuto do ditador estrangeiro.

O Silêncio dos Inocentes (e dos Culpados)

O mais grave nessa equação é a apatia induzida. O Congresso Nacional, que deveria ser o freio de arrumação, assiste a tudo de joelhos, preocupado apenas com a liberação de verbas e cargos. A oposição, embora barulhenta e heroica em alguns nichos, luta contra um sistema que joga com o regulamento debaixo do braço — ou rasga o regulamento quando convém.

O Brasil de 2026 é um país rico, mas empobrecido por escolhas políticas nefastas. Somos reféns de uma elite burocrática que vive no luxo de Brasília, desconectada da realidade do brasileiro que pega ônibus lotado e vê seu poder de compra derreter com a inflação maquiada.

A Hora da Verdade

Estamos a meses da eleição mais importante de nossas vidas. O diagnóstico está dado: o paciente está na UTI, infectado pelo vírus da corrupção e amarrado à cama pela subserviência. A cura não virá dos tribunais, nem da grande mídia. A cura só pode vir das urnas.

Ou o Brasil rompe as correntes que o prendem a esse passado sombrio, ou aceitaremos, de vez, a condição de colônia ideológica de um partido que nunca amou a pátria, apenas o poder.

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Bruno Rigacci

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