Alerta do caso Master gera incontrolável tensão no STF
O clima no Supremo Tribunal Federal (STF) é de apreensão e desgaste crescente. Ministros da Corte já receberam alertas informais de que as investigações envolvendo o Banco Master — instituição liquidada pelo Banco Central e envolta em suspeitas de fraudes bilionárias — devem respingar com força dentro do próprio tribunal.
A informação, que ecoa nos corredores de Brasília e foi destacada recentemente pelo colunista Lauro Jardim, aponta que o avanço das apurações da Polícia Federal elevou a temperatura interna a níveis críticos. A análise de celulares apreendidos, incluindo o do ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro, teria revelado mensagens comprometedoras, como cobranças insistentes vindas de uma “autoridade da República”.
Toffoli e Moraes no centro do furacão
O foco da tensão recai sobre figuras centrais do STF. O ministro Dias Toffoli, relator do caso, tem sido alvo de críticas por impor sigilo excessivo aos autos e por tomar decisões consideradas controversas. Nos bastidores, há relatos de que parte da Corte já considera a permanência de Toffoli na relatoria como “insustentável”, pressionando por uma redistribuição do inquérito ou sua devolução à Justiça Federal.
Outro ponto que alimenta a crise envolve contratos do escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes com o banco investigado, fato que gera desconforto e questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.
PF quebra sigilos e expõe “entranhas”
A situação se agravou após a Polícia Federal conseguir quebrar a criptografia de dispositivos eletrônicos, superando tentativas de ocultação de provas. O material obtido promete trazer à tona novas evidências sobre a influência de personagens institucionais no esquema, o que agrava ainda mais o desgaste da imagem do Judiciário perante a opinião pública.
Em meio a discussões sobre códigos de conduta e discursos de moralidade, o “Caso Master” se desenha como uma bomba-relógio prestes a explodir no colo da mais alta Corte do país.





