URGENTE: Portugal tem um novo presidente; António José Seguro vence batalha decisiva contra Ventura
O martelo foi batido em Lisboa. Portugal escolheu o seu destino neste domingo (8) e elegeu António José Seguro como o novo Presidente da República. Em uma disputa acirrada e polarizada que levou o país a uma inédita segunda volta entre a esquerda e a direita conservadora, o candidato socialista confirmou o favoritismo e venceu André Ventura, líder do Chega.
Segundo as projeções oficiais e dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, Seguro conquistou uma vitória expressiva, superando a marca de 66% dos votos, enquanto Ventura consolidou a posição de maior líder da oposição à direita, alcançando cerca de 33% do eleitorado — um resultado histórico para o seu partido, que mais que duplicou a votação de 2021.
O “Dique” Contra a Direita
A vitória de Seguro é celebrada pela esquerda e pelo establishment europeu como um “dique” de contenção contra o avanço do conservadorismo em Portugal. O ex-líder do PS, que se apresentou como um moderado e um “fator de estabilidade”, conseguiu reunir uma “Frente Democrática” que incluiu eleitores de diversos espectros políticos para impedir a ascensão de Ventura ao Palácio de Belém.
Mesmo derrotado, André Ventura sai gigante das urnas. O líder do Chega enfrentou sozinho todo o sistema político, a comunicação social e a união de partidos de esquerda e centro-direita que apelaram ao voto em Seguro. Em seu discurso, Ventura prometeu que a “batalha apenas começou” e que a direita portuguesa está “mais viva do que nunca”.
Clima e Abstenção
O dia da eleição foi marcado por fortes chuvas e nevascas em várias regiões do país, o que gerou preocupação com a abstenção. No entanto, os portugueses compareceram às urnas para decidir o futuro da nação, cientes da importância histórica deste pleito.
O Futuro de Portugal
António José Seguro assumirá a presidência em março, sucedendo Marcelo Rebelo de Sousa. Ele terá o desafio de coabitar com um governo que não é da sua cor política e lidar com um parlamento fragmentado, onde a voz da direita conservadora ecoa cada vez mais alto.
Para os conservadores, fica o aviso: o sistema se uniu para vencer hoje, mas a base de apoio à direita continua a crescer de forma consistente em solo luso.





