ALERTA VERMELHO: Pesquisas indicam que Lula inicia corrida eleitoral no pior cenário dos últimos 16 anos
O clima de “já ganhou” que parte da esquerda tentava emplacar para as próximas eleições sofreu um duro golpe nesta semana. Levantamentos recentes dos principais institutos de pesquisa do país trazem uma realidade amarga para o Palácio do Planalto: Luiz Inácio Lula da Silva inicia a pré-corrida eleitoral com o seu pior desempenho de imagem e aprovação dos últimos 16 anos.
Diferente dos mandatos anteriores, onde o petista surfava em ondas de popularidade impulsionadas pelo “boom” das commodities, o cenário atual mostra um presidente com dificuldades de dialogar para além de sua bolha ideológica. A rejeição, que antes era um problema contornável, agora se torna o principal adversário de uma possível reeleição.
O Fim da “Teoria da Saudade”
Analistas políticos apontam que o fator “memória afetiva”, que foi crucial para a vitória apertada em 2022, perdeu força. O eleitorado, confrontado com a realidade da economia atual, o aumento da carga tributária e a falta de projetos estruturantes, parou de comparar o presente com um passado distante e passou a olhar para o bolso no agora.
Os dados mostram que, comparado aos inícios de ciclos eleitorais de seus governos anteriores (especialmente se comparado a 2006 e 2010), a “gordura” política de Lula é praticamente inexistente. Se antes ele entrava em campo como favorito absoluto, hoje ele joga na defensiva, tentando estancar sangrias de popularidade em regiões que antes eram redutos históricos.
A Desconexão com a Realidade
Outro ponto que as pesquisas evidenciam é a desconexão da pauta do governo com os anseios da população. Enquanto o Planalto foca em viagens internacionais e discursos ideológicos voltados para a militância, o brasileiro médio vê seu poder de compra estagnar e a segurança pública deteriorar.
A estratégia de polarização, que serviu para manter a base unida, agora cobra seu preço: o governo não consegue crescer ao centro e vê a oposição, mesmo sob forte ataque judicial e midiático, manter uma base sólida e resiliente.
O Caminho das Pedras
Para os estrategistas de Brasília, o sinal não é apenas amarelo, é vermelho intenso. Se a tendência de queda ou estagnação se mantiver, o governo terá que recorrer a medidas populistas de curto prazo na tentativa de reverter o quadro, o que pode comprometer ainda mais o cenário fiscal.
A verdade nua e crua trazida pelos números é uma só: o “mito” da invencibilidade eleitoral de Lula foi quebrado. O rei está nu, e o eleitorado parece cada vez menos disposto a perdoar os erros do presente em nome das glórias do passado.





