URGENTE: Empresa de Vorcaro fechou mais R$ 300 milhões em contratos com governo Lula
O que era para ser apenas uma política de saúde pública revela-se, mais uma vez, um emaranhado de interesses obscuros. Documentos obtidos com exclusividade mostram que o governo Lula assinou contratos que somam quase R$ 303 milhões com a Biomm, farmacêutica que tem como principal acionista ninguém menos que Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master preso na Operação Compliance Zero.
Enquanto o Brasil assistia atônito às revelações de fraudes financeiras de R$ 12 bilhões no banco de Vorcaro, o Executivo federal mantinha a torneira aberta para os negócios do banqueiro “amigo”.
A Farra dos Contratos
A cronologia dos repasses desafia a lógica da moralidade administrativa. Em junho de 2025, o Ministério da Saúde firmou um contrato de R$ 142 milhões com a Biomm para o fornecimento de insulina humana. Não satisfeito, apenas cinco meses depois – e já com rumores de irregularidades no mercado financeiro rondando o nome de Vorcaro –, o governo assinou outro cheque: R$ 131 milhões para a entrega de insulina glargina.
Para fechar a conta, um termo aditivo de R$ 30 milhões foi publicado, totalizando o montante que agora escandaliza Brasília. Vale lembrar que Vorcaro detém 25% da Biomm através do Fundo Cartago, sendo o sócio individual mais poderoso da companhia.
A Foto que Lula Queria Esconder
A relação, no entanto, não é apenas comercial; é simbólica. Em abril de 2024, Lula fez questão de ir pessoalmente a Nova Lima (MG) para inaugurar a fábrica da Biomm. Na ocasião, o petista posou para fotos e discursou sobre “soberania nacional” na saúde, tudo isso enquanto validava o empreendimento do homem que, meses depois, seria alvo da PF por gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro.
Além dos contratos, registros oficiais confirmam que Vorcaro teve portas abertas no Palácio do Planalto, visitando a sede do governo ao menos quatro vezes. O que foi tratado nessas reuniões? O silêncio do Planalto é ensurdecedor.
O Cerco se Fecha
A descoberta desses contratos joga gasolina na fogueira da CPMI do INSS e das investigações que já miram a relação do Banco Master com figuras carimbadas do PT e do Judiciário. Se o objetivo da Operação Compliance Zero era estancar a sangria no sistema financeiro, a revelação de hoje mostra que os tentáculos de Vorcaro estavam muito mais profundos no Orçamento da União do que se imaginava.
O dinheiro do pagador de impostos não apenas financiou o “banco da fraude”, mas também garantiu o lucro de suas subsidiárias. Resta saber: quem autorizou a farra?





