Pedido da PM a Moraes é para “sobrevivência” de Bolsonaro

O que a velha imprensa tenta tratar como mera burocracia é, na verdade, um grito de alerta. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) enviou um ofício ao ministro Alexandre de Moraes com um pedido que, nas entrelinhas, revela a tensão máxima vivida no 19º Batalhão, a “Papudinha”. A corporação exige autorização para alterar os dias de visita e permitir banhos de sol (caminhadas) controlados para Jair Bolsonaro, classificando-o como “custodiado sensível”.

“Segurança Institucional” ou Risco de Morte?

O documento, assinado pela comandante-geral Coronel Ana Paula Barros Habka, solicita que as visitas sejam transferidas das quintas para os sábados. A justificativa oficial é “previsibilidade operacional”, mas o recado é claro: manter o ex-presidente misturado ao fluxo intenso de dias úteis – com advogados, outros presos e funcionários circulando – tornou-se uma bomba-relógio para a segurança de Bolsonaro.

A PM admite que, aos sábados, o ambiente é mais controlado e segregado. Ao pedir essa mudança para garantir a “integridade física do preso”, a polícia reconhece tacitamente que o ambiente atual não oferece as garantias mínimas para a sobrevivência de um ex-chefe de Estado cercado por inimigos políticos e condenados comuns.

Caminhadas: O Mínimo de Humanidade

Além da segurança, a PM solicitou autorização para que Bolsonaro realize caminhadas em áreas isoladas, como o campo de futebol da unidade. A medida visa mitigar os danos à saúde de um homem de 70 anos, recém-operado e que enfrenta uma condenação draconiana de 27 anos. Até o momento, a rotina de confinamento tem sido rigorosa, e a falta de sol e exercício pode deteriorar rapidamente o quadro clínico do ex-presidente, algo que seus algozes parecem ignorar.

Moraes Sob Pressão

A bola agora está com Alexandre de Moraes. O ministro, que já negou visitas de aliados como Valdemar Costa Neto sob a alegação de “risco às investigações”, terá que decidir se atende ao apelo técnico da polícia ou se mantém o “torniquete” apertado.

Enquanto isso, do lado de fora, a tensão só aumenta. A recente caminhada histórica do deputado Nikolas Ferreira e a mobilização de parlamentares mostram que o Brasil não esqueceu seu líder. Se a PM está preocupada com a segurança de Bolsonaro lá dentro, o povo está vigilante aqui fora.

Qualquer negativa a esse pedido não será vista apenas como rigor judicial, mas como uma aposta deliberada no agravamento da saúde e da segurança do maior líder popular da história deste país.

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Bruno Rigacci

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