O “surto” na esquerda e a ação de Gilmar ao ver SC agir contra cotas em universidades
Bastou o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), sancionar uma lei que valoriza o mérito e encerra a divisão racial nas universidades estaduais para que o “consórcio” de esquerda entrasse em polvorosa. A medida, que visa substituir o critério racial por recortes de renda e deficiência, foi recebida como uma afronta intolerável pelos partidos progressistas, que correram para pedir socorro ao Supremo Tribunal Federal (STF).
E o socorro veio rápido. O ministro Gilmar Mendes, sempre atento às demandas dessa ala ideológica, deu um prazo relâmpago de 48 horas para que o governo catarinense e a Assembleia Legislativa (Alesc) expliquem a “audácia” de legislar sobre o tema.
O “Crime” de Santa Catarina
A Lei Estadual 19.722/2026, sancionada na última semana, é clara: proíbe a exigência de autodeclaração racial para acesso ao ensino superior estadual, mantendo, contudo, as cotas para estudantes de escolas públicas, pessoas com deficiência e critérios de baixa renda. Ou seja, a assistência aos pobres continua, mas o uso da raça como critério político foi banido.
Para a esquerda, no entanto, isso é inadmissível. Partidos como PT e PSOL, além de entidades aparelhadas como a UNE, classificaram a medida como um “retrocesso supremacista” e acionaram a máquina judicial para derrubar a decisão soberana do estado.
A Histeria e a Canetada
A reação foi coordenada. O Ministério da Igualdade Racial, comandado por Anielle Franco, e a Fundação Palmares emitiram notas de repúdio, chamando a lei de “ilegal” e “inadequada”. No STF, ações foram empilhadas alegando inconstitucionalidade.
Gilmar Mendes, relator do caso, não perdeu tempo. Em seu despacho, cobrou explicações urgentes, sinalizando que a Corte não deve tolerar a autonomia estadual neste tópico. Paralelamente, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) já se adiantou e suspendeu os efeitos da lei, em uma sintonia fina entre as cortes que blinda as pautas da esquerda.
O recado de Brasília para Santa Catarina é claro: não é permitido sair da fila ideológica. Enquanto o governador tenta implementar uma visão onde a cor da pele não define capacidade, o sistema reage com toda a força para manter a população dividida em caixas raciais.





