Ao vivo: Gleisi entrega Lula e expõe o Planalto – veja o vídeo
A blindagem oficial não resistiu a uma entrevista ao vivo. O que deveria ser uma defesa protocolar das estratégias do PT para as eleições de outubro acabou se transformando em uma confissão de fraqueza. Nesta semana, a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, admitiu publicamente o que os analistas independentes vêm alertando há meses: o projeto de reeleição de Lula corre riscos reais e a “base aliada” pode trair o governo a qualquer momento.
A Confissão do Desespero
Ao tentar justificar a pressão insana para que Fernando Haddad abandone o Ministério da Fazenda e dispute o governo de São Paulo ou o Senado, Gleisi soltou a frase que entregou o jogo: “Todos têm que entrar em campo, todos têm que vestir a camisa”, pois o projeto de poder da esquerda está sob ameaça.
A declaração, feita em tom de convocação desesperada, contradiz frontalmente o discurso de “Lula líder absoluto” e “economia bombando” que o Planalto tenta vender. Se a situação fosse tão confortável, por que sacrificar o ministro da economia em uma disputa estadual incerta? Para a oposição, a resposta de Gleisi é a prova de que o governo não tem puxadores de voto e teme uma derrota acachapante em colégios eleitorais decisivos como São Paulo e Minas Gerais.
“Sócio Oculto” e a Base Infiel
Gleisi foi além. Em um raro momento de franqueza sobre a articulação política, ela reconheceu que parte dos partidos que hoje ocupam ministérios e cargos no governo Lula estará no palanque adversário em 2026. Ou seja, o governo alimenta com verbas e cargos aqueles que, em outubro, pedirão votos contra o próprio Lula.
Sobre os escândalos recentes, como o caso do Banco Master e o envolvimento de ministros, a defesa de Gleisi foi tentar minimizar o inegável, alegando que “ter contrato não é ilegal”, uma retórica que soa cada vez mais vazia diante das investigações da Polícia Federal que batem à porta do Executivo.
O Planalto em Alerta
A entrevista de Gleisi expôs as vísceras de um governo que entra em 2026 na defensiva. Entre a admissão de que a oposição “militante” de direita é uma ameaça real e a confissão de que a comunicação do governo falhou, a presidente do PT deixou claro: no QG da esquerda, o clima não é de festa, é de sobrevivência.
Para quem sabe ler as entrelinhas da política, o recado foi dado: o “já ganhou” morreu. Agora, é o tudo ou nada.





