Queda de Toffoli favorece interesses inconfessáveis de Lula

O que antes parecia impensável agora desenha-se como uma estratégia calculada: o Palácio do Planalto não apenas lavou as mãos em relação ao Ministro Dias Toffoli, como atua silenciosamente para acelerar o seu desgaste. A crise desencadeada pelo escândalo do Banco Master e as revelações sobre o “Resort do Toffoli” caíram como uma luva para os planos inconfessáveis de Luiz Inácio Lula da Silva.

Oficialmente, o discurso é de “distância regulamentar” e preocupação com a imagem institucional. Contudo, fontes ligadas ao alto escalão de Brasília apontam para um movimento muito mais pragmático e cruel. Lula, que jamais perdoou Toffoli por tê-lo impedido de ir ao velório do irmão Vavá em 2019, vê na derrocada do antigo advogado a oportunidade perfeita para “limpar a área” e, quem sabe, abrir caminho para uma nova nomeação no Supremo Tribunal Federal (STF) antes do previsto.

O “Aliado” Tóxico

Dias Toffoli, outrora blindado pelo petismo, tornou-se um ativo tóxico. A sua relatoria no inquérito bilionário do Banco Master — e as suspeitas de que familiares seus lucraram com a venda de participações no resort Tayayá para figuras ligadas ao banco — tornou a sua permanência insustentável perante a opinião pública.

Para Lula, rifar Toffoli serve a dois propósitos inconfessáveis:

  1. Desviar o Foco: Enquanto o país discute o impeachment de um ministro do STF, as atenções se desviam das dificuldades económicas e da falta de articulação política do governo no Congresso.

  2. Renovação de Controle: A saída de Toffoli permitiria a Lula indicar um nome “terrivelmente leal” e sem o desgaste de uma biografia manchada por associações com empreiteiras ou banqueiros investigados, garantindo uma blindagem mais eficiente para o futuro.

O Recado Dado

Interlocutores do presidente já teriam sugerido a Toffoli que ele “reescrevesse sua biografia”, um eufemismo elegante para pedir sua renúncia ou aposentadoria precoce. A irritação de Lula vazou propositalmente para a imprensa, sinalizando à base aliada e aos militantes que o ministro está por conta própria.

Enquanto o Senado, pressionado pela oposição e por figuras como o senador Carlos Portinho, começa a movimentar-se para analisar os pedidos de impeachment, o silêncio de Lula soa mais alto que qualquer discurso. Ao abandonar o seu antigo subordinado aos leões, o petista demonstra mais uma vez que, no seu tabuleiro de xadrez, ninguém é insubstituível quando o objetivo é a perpetuação no poder.

Resta saber se Toffoli aceitará o papel de bode expiatório ou se, como alertam analistas, cairá “atirando”, revelando segredos que o Planalto preferiria manter enterrados.

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Bruno Rigacci

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