PGR é acionada com ação sobre vínculo de Lewandowski e Banco Master
O cerco se fecha. Após as revelações explosivas envolvendo Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, agora é a vez de Ricardo Lewandowski entrar na mira das investigações que abalam a República. Nesta quarta-feira (28), a Procuradoria-Geral da República (PGR) foi formalmente acionada para apurar o que muitos já chamam de “o contrato da vergonha”: o vínculo milionário entre o escritório de advocacia da família Lewandowski e o Banco Master.
A representação, protocolada pelo deputado estadual Guto Zacarias (União-SP), joga luz sobre uma transação que desafia a moralidade pública. O documento exige que a PGR investigue a natureza dos mais de R$ 5 milhões repassados pela instituição financeira de Daniel Vorcaro ao escritório do ex-ministro, inclusive durante o período em que ele comandava o Ministério da Justiça no governo Lula.
“Consultoria” ou Influência?
A narrativa oficial tenta, mais uma vez, subestimar a inteligência do brasileiro. A defesa alega que o contrato de “consultoria jurídica” foi transferido para o filho do ministro, Enrique Lewandowski, assim que o pai assumiu a pasta da Justiça. Contudo, a coincidência de datas e valores levanta suspeitas gravíssimas de tráfico de influência e conflito de interesses.
“Não é possível que aceitemos como normal que um banco, cujo dono foi preso por fraudes bilionárias, despeje milhões em escritórios ligados à alta cúpula do Judiciário e do Executivo sob a rubrica genérica de ‘consultoria'”, disparou o deputado autor da ação.
O Teste de Fogo para Gonet
A bola agora está com Paulo Gonet. O Procurador-Geral, que até o momento tem atuado como um verdadeiro “arquivador-geral” de denúncias contra o STF – tendo rejeitado recentemente investigações sobre o resort de Toffoli –, enfrenta um dilema. Com a pressão internacional de figuras como Elon Musk e a vigilância atenta da nova administração americana, continuar varrendo a sujeira para debaixo do tapete pode ter um custo político alto demais.
Enquanto Brasília ferve, a pergunta que não quer calar é: o Banco Master comprava serviços jurídicos ou proteção política? A resposta pode derrubar muito mais do que apenas contratos; pode derrubar a República.





