Ministros do STF consideram situação de Toffoli “insustentável”, mas decidem lavar as mãos
A situação do ministro Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu um ponto crítico. Segundo informações de bastidores reveladas pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a posição da maioria dos demais ministros da Corte é unânime: a permanência de Toffoli à frente do caso Banco Master é considerada “insustentável”.
No entanto, o que choca não é a constatação óbvia do desgaste, mas a postura adotada pelos colegas de toga.
O “algo inaceitável”
Apesar de reconhecerem a gravidade da situação — alinhando-se à percepção de grande parte da sociedade e da imprensa independente — os ministros proferiram uma sentença que soa como um tapa na cara do brasileiro: Toffoli só deixará o processo se for de sua própria vontade.
Na prática, a mais alta Corte do país admite estar refém da decisão individual de um de seus membros, lavando as mãos diante de um cenário que exige respostas institucionais firmes. Enquanto o Brasil aguarda um desfecho ético, a conclusão nos corredores do STF é que, por enquanto, a estratégia do ministro tem sido “fazer-se de morto” para ver se a tempestade passa.
Essa passividade corporativista levanta uma questão alarmante: até quando o país ficará na dependência de “vontades” pessoais em detrimento da transparência e da justiça?





