Avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas gera clima de apreensão no Palácio do Planalto

O início do ano eleitoral de 2026 tem sido marcado por um clima de tensão nos corredores do Palácio do Planalto. O motivo central é o crescimento político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cujo desempenho recente em levantamentos de intenção de voto acendeu o alerta na base governista e trouxe otimismo para a oposição.

Segundo interlocutores em Brasília, o “voo” de Flávio Bolsonaro nas pesquisas tem causado movimentações preocupadas no núcleo duro do governo petista. A avaliação nos bastidores é que o crescimento do senador foi mais rápido do que o esperado.

Uma pesquisa recente, que circula entre lideranças partidárias, aponta um cenário desafiador para a reeleição do presidente Lula. No levantamento de um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com uma vantagem de mais de 6 pontos percentuais sobre o atual mandatário.

Disputa pela máquina pública

Na visão de analistas alinhados à direita e membros da oposição, o “desespero” atribuído à esquerda vai além da disputa ideológica. Para esse grupo, o retorno do grupo político de Bolsonaro ao poder representa, para o PT e seus aliados, a perda do acesso à máquina pública e suas benesses.

A narrativa da oposição reforça que os quatro anos do governo Jair Bolsonaro foram marcados pela seca na “farta distribuição” de cargos e recursos que, segundo eles, caracterizam as gestões petistas. O temor de ficar novamente fora do poder, portanto, seria um motor central da atual ansiedade governista.

Rejeição e rumores de desistência

Outro ponto que pesa contra o Planalto é a persistente alta rejeição do presidente Lula, mesmo diante de medidas que abriram os cofres públicos na tentativa de alavancar a popularidade. O desgaste é amplificado por escândalos recentes envolvendo membros do PT e do governo, que acabam servindo de combustível para a campanha adversária e aumentando a vantagem de Flávio nas projeções.

O cenário adverso tem alimentado, inclusive, rumores nos bastidores políticos de que Lula poderia não ser o candidato à reeleição. Embora não confirmados oficialmente, a simples circulação desses boatos já foi suficiente para gerar reações positivas no mercado financeiro neste início de ano, demonstrando a sensibilidade do setor econômico aos rumos da sucessão presidencial.

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Bruno Rigacci

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