Transparência Internacional vê “evidências suficientes” e cobra PGR e Senado sobre caso Toffoli

A organização Transparência Internacional manifestou-se publicamente nesta quinta-feira (22) sobre a série de reportagens envolvendo o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota contundente, a entidade afirmou que “já há um conjunto de evidências muito mais que suficientes” para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Senado instaurem procedimentos formais de apuração.

A organização classificou os episódios recentes como “nefastos” e afirmou que o caso está afundando a corte em sua “mais grave crise”. A nota elenca sete pontos principais levantados pela imprensa investigativa que justificam a abertura de inquérito:

  1. O registro de irmãos do ministro como controladores do resort de luxo Tayayá;

  2. Aportes milionários no empreendimento por pessoas ligadas à JBS e ao Banco Master, empresas com casos relatados por Toffoli;

  3. A suposta retirada de capital e transferência de R$ 33 milhões para uma offshore;

  4. O uso de endereços de fachada para registrar o fundo proprietário;

  5. Contradições, como a declaração da cunhada de Toffoli desconhecendo a propriedade;

  6. Relatos de funcionários apontando o ministro como “verdadeiro dono”;

  7. A frequência de Toffoli no local (168 dias), inclusive após a venda para um advogado da JBS.

A Transparência Internacional concluiu elogiando o trabalho da imprensa e convocando a sociedade a cobrar as autoridades competentes.

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Bruno Rigacci

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