Transparência Internacional vê “evidências suficientes” e cobra PGR e Senado sobre caso Toffoli
A organização Transparência Internacional manifestou-se publicamente nesta quinta-feira (22) sobre a série de reportagens envolvendo o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota contundente, a entidade afirmou que “já há um conjunto de evidências muito mais que suficientes” para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Senado instaurem procedimentos formais de apuração.
A organização classificou os episódios recentes como “nefastos” e afirmou que o caso está afundando a corte em sua “mais grave crise”. A nota elenca sete pontos principais levantados pela imprensa investigativa que justificam a abertura de inquérito:
O registro de irmãos do ministro como controladores do resort de luxo Tayayá;
Aportes milionários no empreendimento por pessoas ligadas à JBS e ao Banco Master, empresas com casos relatados por Toffoli;
A suposta retirada de capital e transferência de R$ 33 milhões para uma offshore;
O uso de endereços de fachada para registrar o fundo proprietário;
Contradições, como a declaração da cunhada de Toffoli desconhecendo a propriedade;
Relatos de funcionários apontando o ministro como “verdadeiro dono”;
A frequência de Toffoli no local (168 dias), inclusive após a venda para um advogado da JBS.
A Transparência Internacional concluiu elogiando o trabalho da imprensa e convocando a sociedade a cobrar as autoridades competentes.





