“O ministro não é burro”: Alessandro Vieira expõe suposto esquema de imóveis ligando Vorcaro a Dias Toffoli

O clima em Brasília esquentou nesta semana com declarações contundentes do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) direcionadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. As falas do parlamentar jogaram luz sobre rumores que circulam nos bastidores da capital federal envolvendo transações imobiliárias suspeitas.

Segundo Vieira, existe um esquema em andamento envolvendo a figura de “Vorcaro”, que estaria operando através de um fundo paralelo. O objetivo desse fundo, de acordo com a denúncia, seria a aquisição de propriedades ligadas oficialmente à família de Dias Toffoli. No entanto, o senador foi além, verbalizando o que, segundo ele, é o comentário geral nos corredores do poder: as propriedades pertenceriam, de fato, ao próprio ministro.

A Revelação

Sem meias palavras, Alessandro Vieira disparou contra a conduta do magistrado e cobrou transparência sobre as transações.

“O ministro não é burro. Sabe o que está fazendo. Já existe a informação que Vorcaro, através de um fundo paralelo, está comprando propriedades ligadas à família do Dias Toffoli. O que se comenta em Brasília é que as propriedades são do próprio Dias Toffoli”, afirmou o senador.

Contratos de Gaveta

Ainda segundo a denúncia do parlamentar, a operação seria sustentada por “contratos de gaveta” firmados dentro de escritórios de advocacia, uma manobra jurídica muitas vezes utilizada para ocultar a real titularidade de bens.

Vieira finalizou sua declaração com um duro diagnóstico sobre o estado das instituições no país, condicionando a saúde da democracia brasileira a uma investigação profunda do Judiciário:

“Essa transação, esses contratos de gaveta do escritório de advocacia, tem que vir à tona. O Brasil nunca será uma democracia de verdade enquanto não passar a limpo a justiça brasileira.”

A revelação deve aumentar a pressão sobre o STF e promete gerar novos capítulos na crise entre o Legislativo e o Judiciário. Até o momento, o ministro Dias Toffoli não se manifestou sobre as acusações.

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Bruno Rigacci

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