Pressão total: Oposição reúne 42 assinaturas para CPI do Banco Master e encurrala Alcolumbre

A oposição no Senado Federal alcançou, nesta semana, uma marca decisiva para impor uma investigação rigorosa sobre o sistema financeiro. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) conseguiu reunir 42 assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar as operações do Banco Master.

O número é simbólico e politicamente poderoso: representa a maioria absoluta dos senadores (o total é de 81), sinalizando que o desejo pela investigação ultrapassou as barreiras da oposição tradicional e penetrou na base de senadores independentes e até governistas.

Cerco em três frentes

O avanço no Senado não é isolado. O Congresso Nacional vive um momento de “cerco” institucional ao caso Master. Além do requerimento de Girão, tramitam simultaneamente:

  • Um pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), envolvendo deputados e senadores;

  • Um requerimento para abertura de uma CPI exclusiva na Câmara dos Deputados.

O Dilema de Alcolumbre

Com o requerimento robusto em mãos, a pressão recai agora inteiramente sobre os ombros do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Regimentalmente, com o número de assinaturas e o fato determinado, a instalação da comissão torna-se quase obrigatória, restando ao presidente a leitura do ato em plenário.

Nos bastidores, a avaliação é de que a situação de Alcolumbre está se tornando insustentável. Ignorar um pedido assinado pela maioria da Casa poderia gerar um desgaste político irreversível e paralisar outras pautas de interesse da presidência. A expectativa é que a leitura do requerimento entre na pauta com urgência diante do volume de apoio angariado.

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Bruno Rigacci

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