Moraes autoriza transferência e instalação de grades de proteção na cama de Bolsonaro na ‘Papudinha’
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal — unidade conhecida como “Papudinha” — e permitiu a instalação de adaptações de segurança em sua cela, incluindo uma grade de proteção na cama.
A determinação judicial ocorre em resposta a um incidente reportado pela defesa: uma queda sofrida por Bolsonaro nas dependências da Superintendência da Polícia Federal, onde estava custodiado anteriormente. O episódio, ocorrido no início do ano, resultou em um traumatismo craniano leve, levantando preocupações sobre a segurança física do ex-mandatário durante o repouso.
Custos e Adaptações
No despacho, Moraes deixou explícito que as modificações no ambiente não se restringem à cama. Foi autorizada a instalação de barras de apoio em outros pontos da acomodação para prevenir novos acidentes. O ministro, no entanto, estipulou que todos os custos e a providência dessas adaptações estruturais ficam a cargo dos advogados de defesa do ex-presidente.
Saúde e Fisioterapia
Reconhecendo o quadro clínico complexo de Bolsonaro — que enfrenta sequelas persistentes do atentado a faca sofrido em 2018 —, o magistrado também deferiu a entrada de equipamentos de fisioterapia na unidade prisional. A medida segue recomendações médicas recentes anexadas ao processo, que indicam a necessidade de manutenção física contínua.
A decisão abrange ainda:
Acompanhamento fisioterapêutico contínuo;
Alimentação diferenciada prescrita por médicos;
Protocolo de emergência: autorização para remoção imediata para hospital em caso de urgência médica.
Visitas e Assistência Religiosa
Além das questões de saúde, o ministro Alexandre de Moraes regulamentou o regime de visitas e assistência espiritual. O ex-presidente terá direito a assistência religiosa semanal.
No âmbito familiar, foi concedida autorização para visitas regulares e em caráter permanente da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e de seus filhos.
A decisão é vista como um reconhecimento jurídico de que, apesar da rigorosa vigilância e da privação de liberdade, o estado de saúde do ex-presidente exige protocolos específicos, confirmados por laudos médicos reiterados pela defesa.





