Uganda vai às urnas sob tensão e bloqueio de internet; oposição desafia 39 anos de Museveni
A atenção mundial se volta mais uma vez para a África, onde o povo de Uganda realiza nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, sua eleição presidencial. O pleito acontece em um cenário de alta tensão, marcado por denúncias de restrições severas e falta de transparência no processo eleitoral.
O atual presidente, Yoweri Museveni, que governa o país há 39 anos, adotou medidas duras às vésperas da votação, incluindo o bloqueio total da internet por dois dias. A ação do governo levantou críticas imediatas de organizações internacionais e de observadores eleitorais que acompanham a situação no país.
O Fator Bobi Wine
Apesar das limitações impostas pelo regime de Museveni, a oposição demonstra força nas ruas. A candidatura de Bobi Wine — figura multifacetada que é ator, cantor, ativista e ex-parlamentar — tem mobilizado milhares de eleitores.
Wine tornou-se o principal símbolo de resistência, atraindo especialmente a juventude ugandense, que vê no oposicionista a única oportunidade viável de renovação política e de conquista de maior liberdade. Sua campanha tem batido na tecla da necessidade de alternância de poder e de uma verdadeira abertura democrática no país africano.
No último evento de campanha antes da votação, Bobi Wine reuniu uma grande multidão de apoiadores. Durante o ato, foram erguidas bandeiras de Uganda e também dos Estados Unidos, sinalizando um apelo por atenção internacional à causa democrática no país.
A votação está marcada para amanhã, 15 de janeiro de 2026.





