“QG” de luxo e ordem para sumir com celulares: Lulinha usa mansão de lobista no Lago Sul e pode ter prisão decretada
Uma mansão localizada na nobre QI 26 do Lago Sul, com vista privilegiada para a Ponte JK e o Lago Paranoá, tornou-se o centro de uma nova polêmica envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo informações de bastidores, o imóvel é tratado como o “QG” do filho do presidente em Brasília e é alugado pela lobista Roberta Luchsinger.
A casa, que anteriormente era ocupada pelo presidente do União Brasil, Antonio Rueda, com um aluguel estimado em R$ 25 mil, serve de base para Lulinha quando ele está na capital. Mesmo com sua residência fixa em Madri, a mansão segue frequentada por um homem que se apresenta como “secretário” do empresário.
“Some com esses telefones”
A relação entre Lulinha e a locatária do imóvel ganha contornos graves diante de mensagens apreendidas pela Polícia Federal. Luchsinger, que foi alvo da Operação Sem Desconto, teria ordenado explicitamente a destruição de provas ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Em mensagem datada de 29 de abril do ano passado, a lobista disparou:
“Antônio, some com esses telefones. Joga fora”.
Dias depois, em 5 de maio, ela citou o filho do presidente ao tentar consolar o comparsa sobre as investigações: “Na época do Fábio, falaram de Friboi, de um monte de coisa… igual agora com você”.
Conexões e Tatuagem
A proximidade entre a lobista e o círculo íntimo de Lulinha é pública. Em março de 2024, Luchsinger exibiu nas redes sociais uma tatuagem feita em conjunto com Renata Abreu Moreira, esposa de Lulinha, chamando-a de “BFF” (melhor amiga).
Além dos laços pessoais, há conexões empresariais. Registros oficiais mostram que Roberta Luchsinger e o “Careca do INSS” estiveram juntos diversas vezes no Ministério da Saúde, atuando em nome da empresa de telemedicina DuoSystem.
Risco de Prisão e Fuga
O cenário jurídico para Lulinha se agravou nas últimas horas. A CPMI do INSS já solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a retenção de seu passaporte, temendo que ele retorne à Espanha, onde vive desde meados do ano passado. Lulinha está no Brasil para as festas de fim de ano, mas sua volta à Europa é dada como certa.
O ministro André Mendonça analisa o caso e, segundo fontes ligadas à investigação, a prisão de Lulinha pode ser decretada a qualquer momento para garantir a ordem pública e a instrução processual.





