“Cruel, desumano e criminoso”: a denúncia de tortura e negligência médica contra Bolsonaro
O clima de tensão em torno da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro atingiu um nível crítico. Diante dos relatos sobre o agravamento de seu estado de saúde e a suposta demora na autorização de atendimento hospitalar, avolumam-se as manifestações de indignação contra o que é classificado como uma sucessão de “aberrações”.
Para aliados e defensores, a situação ultrapassou as barreiras do debate jurídico e adentrou o terreno da violação dos direitos humanos fundamentais. “São tantas as aberrações que estão ocorrendo, que nem temos tempo de nos recuperar de uma indignação, pois outra se sobrepõe”, destaca o texto que circula entre apoiadores.
A Toga acima da Medicina
O ponto central da crítica é a suposta interferência judicial em decisões que deveriam ser estritamente médicas. A recusa ou atraso no atendimento é descrita como “cruel, desumano, abusivo e criminoso”. O argumento baseia-se no princípio universal de assistência: “Nem aos piores criminosos se nega assistência à saúde”.
O questionamento é direto e duro contra a autoridade judiciária responsável pela custódia: “Como um sujeito pode se julgar superior a uma conduta médica, apenas por vestir uma toga?”.
“Pena de morte lenta”
A denúncia sobe o tom ao classificar a conduta não apenas como negligência ou imprudência, mas como algo deliberado. O tratamento dispensado a Bolsonaro é equiparado à “decretação covarde de pena de morte lenta, sob tortura e desumana”.
O texto é incisivo ao desumanizar o autor da ordem de restrição: “Quem emitiu essa ordem já não guarda mais nenhum vestígio de humanidade em sua alma”.
Apelo final
Em meio à revolta, o manifesto encerra com um apelo espiritual pela integridade física do ex-mandatário: “Que Deus proteja, alivie e guarde a Bolsonaro”. E finaliza com uma citação bíblica que reflete a esperança dos que se sentem perseguidos: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”.





