Saúde de Bolsonaro agrava-se na prisão com “intermináveis crises de vômito”, alerta Carlos; defesa pede domiciliar humanitária

O vereador Carlos Bolsonaro utilizou suas redes sociais neste domingo (11) para fazer um relato alarmante sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente cumprindo pena de 27 anos de prisão. Segundo o parlamentar, um médico foi chamado às pressas à unidade prisional após o agravamento do quadro clínico do pai.

Carlos relatou que Bolsonaro sofre de “crises persistentes de soluços” que evoluíram para uma “azia constante”, impedindo-o de se alimentar adequadamente e de dormir. O comunicado destaca ainda o “grave abalo psicológico” enfrentado pelo ex-mandatário, situação exacerbada pelo isolamento na solitária.

Uma foto anexada à publicação registraria, segundo o filho, “intermináveis crises de vômito”, descritas como sequelas persistentes da facada sofrida em 2018, atentado cometido por Adélio Bispo, citado por Carlos como “antigo militante do PSOL”. Diante do quadro, a defesa protocolou neste fim de semana um novo pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não foi apreciado.

Contestação da pena de 27 anos

Além do alerta médico, a publicação contesta ponto a ponto os fundamentos jurídicos que levaram à condenação de Bolsonaro, classificando o processo como uma “perseguição política escancarada”. A defesa sustenta a tese de injustiça em três eixos principais:

1. Destruição de Patrimônio: A defesa reitera que Bolsonaro se encontrava em Orlando (EUA) durante os atos de 8 de janeiro, e não na Praça dos Três Poderes. Invocando o princípio penal da individualização da pena, argumentam que é impossível atribuir a ele a destruição física de patrimônio (comum ou tombado) estando a milhares de quilômetros de distância.

2. Organização Criminosa Armada: O texto rebate a tipificação de “organização armada”, ressaltando que nenhuma arma foi apreendida no dia 8 de janeiro. A tese apresentada é de que houve uma manifestação que saiu de controle, sem liderança direta do ex-presidente e sem características bélicas.

3. Golpe de Estado e Abolição do Estado de Direito: Por fim, a condenação por tentativa de golpe é atacada sob o argumento da falta de “ato executório”. A defesa questiona a lógica de um golpe realizado “em um domingo, contra prédios públicos vazios”. O texto aponta uma contradição jurídica: os participantes diretos foram condenados sob a tese de “crime de multidão” (sem liderança definida), enquanto Bolsonaro foi condenado posteriormente como líder dos fatos, mesmo estando fora do país.

“O que se observa é uma perseguição política escancarada, incompatível com o Estado de Direito”, conclui o texto divulgado pelo vereador.

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Bruno Rigacci

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