“Lula mostra ser vingativo e sem espírito de estadista”, dispara Mourão após veto à Lei da Dosimetria

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de vetar integralmente o Projeto de Lei da Dosimetria provocou uma resposta imediata e dura da oposição no Senado. O senador General Hamilton Mourão (Republicanos-RS) utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (8) para classificar a atitude do chefe do Executivo como “vingativa”.

O veto, anunciado durante a solenidade oficial que marcou os três anos dos atos de 8 de janeiro, barrou a proposta aprovada pelo Congresso que permitiria a redução das penas impostas aos condenados pelos ataques de 2023.

Críticas ao “espírito” da decisão

Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Mourão criticou não apenas o veto em si, mas o simbolismo da escolha da data para o anúncio. Segundo o parlamentar, a postura é incompatível com a liturgia do cargo presidencial.

“O presidente Lula, ao vetar integralmente o texto do PL da Dosimetria, especialmente no dia 8 de janeiro, mostra ser vingativo e não possuir, em absoluto, o espírito magnânimo esperado dos verdadeiros estadistas”, escreveu o senador.

Conflito com o Legislativo

Para o ex-vice-presidente da República, a canetada de Lula representa um desrespeito à decisão colegiada tomada pelo Poder Legislativo. Mourão argumentou que o projeto havia sido aprovado por uma “parcela considerável” de deputados e senadores, refletindo, em sua visão, o desejo da sociedade.

“Pior que isso, ignora solenemente a vontade de parcela considerável do Congresso Nacional, ignorando assim a vontade popular”, acrescentou na publicação.

Mobilização pela derrubada

O senador encerrou sua manifestação sinalizando que a disputa não terminou com a assinatura do presidente. Mourão prometeu articulação política para reverter a decisão assim que o Legislativo retomar suas sessões plenárias.

“Aqui no Congresso, trabalharei incansavelmente para derrubar esse veto”, afirmou. A declaração antecipa o clima de tensão que deve marcar a relação entre Planalto e Congresso nas próximas semanas, reacendendo o debate sobre a severidade das punições aplicadas pelo Judiciário aos envolvidos nos atos antidemocráticos.

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Bruno Rigacci

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