URGENTE: Médico confirma o que todos temiam sobre Bolsonaro

O cardiologista Brasil Caiado confirmou nesta terça-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu um traumatismo craniano leve após uma queda ocorrida dentro da cela onde está custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O médico integra a equipe responsável pelo acompanhamento clínico do ex-chefe do Executivo.

Segundo Caiado, a hipótese inicial de que Bolsonaro teria caído da cama foi descartada após uma reconstrução mais detalhada do episódio. Em conversa com o próprio ex-presidente, os médicos concluíram que a queda ocorreu quando ele se levantou e tentou caminhar dentro da sala onde está detido.

“Inicialmente, nós pensamos que fosse uma queda da cama, mas, posteriormente, conversando com ele, relembrando fatos, ele se levantou para o lado esquerdo da cama, mas a contusão foi do lado direito. Isso nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu”, explicou o cardiologista a jornalistas, ao deixar o Hospital DF Star.

De acordo com o médico, Bolsonaro apresentou um leve déficit de memória logo após a queda, quadro considerado compatível com o tipo de lesão diagnosticada. Exames identificaram lesões em partes moles nas regiões temporal e frontal direitas.

“Observamos uma lesão em partes moles da região temporal direita e da região frontal direita, caracterizando o traumatismo craniano leve”, afirmou Caiado.

Durante a entrevista, o cardiologista também levantou a hipótese de que a desorientação que antecedeu a queda possa estar relacionada à interação de medicamentos utilizados por Bolsonaro para o tratamento de crises persistentes de soluço. Segundo ele, essa possibilidade já vinha sendo avaliada pela equipe médica.

“Há uma suspeita inicial que nós já havíamos imaginado que possa ser a interação de medicamentos. O presidente faz uso de vários medicamentos para tratamento das crises de soluços”, explicou.

Caiado destacou ainda que o momento exige cautela na condução do tratamento, diante do equilíbrio entre os riscos e os benefícios da medicação. “Nós estamos diante de um problema agora: se esses quadros [quedas] forem recorrentes e colocam o presidente numa zona de maior risco pelos medicamentos. Por outro lado, temos que avaliar se a suspensão da medicação não o colocaria num quadro degradante de soluço. São hipóteses que ainda vamos avaliar”, concluiu.

A equipe médica segue monitorando o estado de saúde do ex-presidente e reavaliando as condutas terapêuticas nos próximos dias.

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Bruno Rigacci

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