Médico relata novos sintomas em Jair Bolsonaro e defesa critica proibição de transferência hospitalar
O médico que atendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro concedeu entrevista nesta terça-feira e relatou o surgimento de novos sintomas clínicos, o que acendeu um alerta sobre o estado de saúde do ex-chefe do Executivo. Segundo o profissional, Bolsonaro apresenta apatia, tontura e queda da pálpebra esquerda, sinais que, de acordo com ele, merecem acompanhamento médico mais aprofundado.
“Fiz uma última avaliação no presidente e ele estava um pouco apático, com uma leve queda na pálpebra esquerda e com sinal de tontura”, afirmou o médico.
As declarações reforçam a preocupação da defesa, que desde a divulgação da queda sofrida por Bolsonaro tem solicitado a transferência imediata para um hospital, onde poderiam ser realizados exames de imagem e neurológicos mais completos. A avaliação médica ocorre em meio à discussão sobre a necessidade de tomografia, ressonância magnética e outros procedimentos considerados essenciais diante de um possível traumatismo craniano.
Apesar do relato clínico e do surgimento de novos sintomas, a transferência do ex-presidente para uma unidade hospitalar teria sido proibida por decisão do ministro Alexandre de Moraes, segundo afirmam aliados e advogados de Bolsonaro. A defesa sustenta que a medida coloca em risco a saúde do ex-presidente e viola princípios básicos de proteção à vida e à dignidade da pessoa humana.
O episódio tem gerado forte repercussão política e jurídica, com críticas de que o tratamento dispensado a Bolsonaro ignora sua condição de idoso e seu histórico médico. Para apoiadores, a situação extrapola o campo judicial e assume contornos humanitários.
Até o momento, não houve divulgação oficial de um novo boletim médico detalhado por parte das autoridades responsáveis, nem posicionamento público do ministro sobre as alegações. O caso segue em acompanhamento e pode ter novos desdobramentos nas próximas horas.





