Defesa de Bolsonaro ameaça acionar Cortes Internacionais após negativa de internação, diz advogado

O advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, afirmou que a defesa poderá recorrer a Cortes Internacionais após a negativa de internação hospitalar do ex-chefe do Executivo, segundo nota divulgada nesta madrugada. De acordo com o defensor, Bolsonaro teria sofrido uma queda que resultou em traumatismo craniano, o que, na avaliação do corpo médico que o acompanha, exigiria exames mais aprofundados.

Segundo o comunicado, os médicos indicaram a realização de tomografia, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma, exames que, conforme a defesa, seriam feitos no hospital DFStar, em Brasília — unidade onde Bolsonaro já teria sido internado anteriormente. O advogado sustenta que não haveria qualquer indício de tentativa de fuga e que o ex-presidente estaria sob vigilância da Polícia Federal.

Na nota, Cunha Bueno argumenta que a investigação clínica realizada nas dependências da Polícia Federal seria insuficiente diante de um trauma craniano e classifica como inadequada a recusa de internação hospitalar. O advogado também afirma que Bolsonaro, por ser idoso e possuir problemas de saúde, teria direito a cuidados médicos mais atentos, mencionando precedentes de concessão de prisão domiciliar em casos que considera menos graves.

“A defesa está tomando as medidas legais cabíveis, e não esmorecerá diante de um estado de coisas que fere de morte o princípio da dignidade da pessoa humana”, afirmou o advogado, acrescentando que o tema é “caro na legislação ocidental e omnipresente no cuidado pelas Cortes Internacionais”.

Até a publicação desta matéria, não houve manifestação oficial das autoridades responsáveis sobre a negativa de internação mencionada pela defesa, nem confirmação independente sobre o estado de saúde do ex-presidente. O caso deve seguir sendo acompanhado à medida que novos posicionamentos oficiais sejam divulgados.

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Bruno Rigacci

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