Moraes nega pedido para transferência de Bolsonaro ao hospital após queda em cela
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fosse novamente levado ao Hospital DF Star, em Brasília. A decisão foi tomada após Bolsonaro sofrer uma queda dentro de sua cela na Superintendência da Polícia Federal (PF), onde está custodiado, e bater a cabeça.
De acordo com informações encaminhadas pela Polícia Federal, o atendimento médico inicial não apontou gravidade que justificasse a remoção hospitalar imediata. Com base nessa avaliação, a defesa acionou o STF solicitando a transferência do ex-presidente para uma unidade hospitalar, mas o pedido foi rejeitado poucas horas depois.
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que não há, até o momento, elementos que indiquem a necessidade de deslocamento urgente:
“Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”.
Apesar da negativa, Moraes determinou medidas adicionais de acompanhamento do caso. Entre elas, ordenou que seja anexado aos autos o laudo médico elaborado pela Polícia Federal após o atendimento prestado a Bolsonaro. O ministro também solicitou que a defesa informe quais exames considera necessários, para que seja avaliada a possibilidade de realização dentro do próprio sistema penitenciário.
Segundo o médico responsável pelo acompanhamento do ex-presidente, Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve em decorrência da queda. Até o momento, não há divulgação de boletim médico indicando agravamento do quadro.
O caso segue sob monitoramento das autoridades, e novas decisões poderão ser tomadas conforme a evolução do estado de saúde do ex-presidente e a análise dos documentos médicos solicitados pelo STF.





