Carlos Bolsonaro divulga cronologia e denuncia demora em atendimento médico a Jair Bolsonaro na prisão

O vereador Carlos Bolsonaro publicou, na noite desta terça-feira, uma cronologia detalhada dos acontecimentos envolvendo o que classificou como um acidente sofrido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto estava sob custódia na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo ele, o episódio teria sido marcado por demora, falta de informações e entraves burocráticos para a realização de atendimento médico adequado.

De acordo com o relato, a situação começou por volta das 9h da manhã, quando Michelle Bolsonaro tentou realizar a visita regular e foi orientada a aguardar, sem explicações. Pouco depois, ainda segundo Carlos, ela tomou conhecimento do acidente ao ver médicos circulando na unidade, sendo informada posteriormente sobre a queda sofrida pelo ex-presidente.

Carlos afirma que, ao longo da manhã, houve idas e vindas de Michelle Bolsonaro, inclusive acompanhada do médico pessoal de Jair Bolsonaro, para tentar dialogar com peritos. Apesar disso, o atendimento especializado só teria sido solicitado por volta das 11h40. Inicialmente, a família teria sido informada de que não seria necessária autorização judicial para a ida ao hospital, mas essa orientação mudou pouco depois.

Segundo o vereador, ao meio-dia foi informado que o ex-presidente só poderia ser encaminhado ao hospital mediante autorização do Supremo Tribunal Federal, por meio de petição apresentada pelos advogados. O pedido foi protocolado às 14h08. A partir daí, familiares e equipe médica permaneceram por mais de quatro horas aguardando uma possível liberação, já na garagem do hospital.

Às 18h38, sem que Jair Bolsonaro tivesse sido levado para avaliação médica completa, a família retornou à Superintendência da Polícia Federal. De acordo com Carlos Bolsonaro, já haviam se passado mais de dez horas desde o acidente, sem que houvesse esclarecimento detalhado sobre o ocorrido ou autorização para exames mais aprofundados.

“O mais absurdo é que não temos maiores detalhes, pois a avaliação médica completa ainda não foi autorizada”, escreveu Carlos, acrescentando que o próprio ex-presidente não saberia explicar exatamente como ou quando o acidente ocorreu.

Na publicação, o vereador também critica diretamente os fundamentos jurídicos utilizados pelo ministro Alexandre de Moraes para negar a concessão de prisão domiciliar humanitária. Segundo Carlos, o argumento central do ministro teria sido o de que a proximidade entre a Superintendência da Polícia Federal e um hospital privado garantiria rapidez no atendimento médico, afastando riscos à integridade física de Jair Bolsonaro.

Para Carlos Bolsonaro, o episódio desta terça-feira demonstraria que essa justificativa não se sustenta na prática. “Mais essa situação não se confirma diante do quadro exposto no dia de hoje”, concluiu.

Até o momento, não houve divulgação de nota oficial detalhada por parte das autoridades sobre a cronologia apresentada pela família ou sobre o estado de saúde do ex-presidente. O caso deve intensificar o debate político e jurídico sobre as condições de custódia e o acesso a atendimento médico em situações consideradas de urgência.

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Bruno Rigacci

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