Kamala Harris se manifesta de forma deplorável
A ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, criticou publicamente a atuação do presidente Donald Trump na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, ocorrida no último sábado (3). A declaração foi feita por meio das redes sociais e provocou forte repercussão no cenário político dos Estados Unidos.
Em sua manifestação, Harris reconheceu o histórico autoritário do líder venezuelano, mas afirmou que isso não justifica a operação conduzida pelo governo americano. Segundo ela, a ação foi realizada sem base legal e representa um risco desnecessário para a estabilidade regional.
“O fato de Maduro ser um ditador brutal e ilegítimo não muda o fato de que essa ação foi ilegal e imprudente. Já vimos esse filme antes”, escreveu Harris na rede social X. A ex-vice-presidente comparou a iniciativa a intervenções passadas promovidas pelos Estados Unidos, que, segundo ela, foram vendidas como demonstrações de força, mas acabaram resultando em conflitos prolongados e altos custos para a população americana.
Harris também afirmou que a sociedade norte-americana está cansada desse tipo de condução da política externa. Para ela, o discurso oficial não corresponde às reais motivações da operação.
“O povo americano não quer isso e está cansado de ser enganado. Não se trata de drogas ou democracia. Trata-se de petróleo e da ambição de Donald Trump de se impor como o homem forte da região”, declarou. Ela ainda acusou o presidente de colocar tropas em risco, gastar bilhões de dólares, desestabilizar a América Latina e não apresentar um plano claro de saída ou benefícios concretos para os Estados Unidos.
No encerramento da publicação, Kamala Harris defendeu uma mudança nas prioridades da liderança americana. Segundo ela, o país precisa de um governo mais focado em questões internas e no fortalecimento institucional.
“Os Estados Unidos precisam de uma liderança cujas prioridades sejam reduzir os custos para as famílias trabalhadoras, fazer cumprir a lei, fortalecer alianças e, acima de tudo, colocar o povo americano em primeiro lugar”, concluiu.





