The Economist compara Lula a Joe Biden e aponta riscos de candidaturas em idade avançada
A revista britânica The Economist comparou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ao ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, ao manifestar preocupações sobre a candidatura de políticos em idade avançada. Segundo a publicação, figuras com mais de 80 anos representam riscos significativos à governabilidade.
“Candidatos com mais de 80 anos representam riscos enormes”, afirmou a revista, considerada uma das mais influentes do cenário político e econômico internacional.
A análise não se restringiu à questão etária. O periódico também fez críticas às políticas econômicas do atual governo, classificando-as como medíocres e relacionando-as a dificuldades enfrentadas pela população brasileira, como inflação persistente, preços elevados dos combustíveis e problemas na área de segurança pública.
Críticas à gestão de recursos públicos
A reportagem destacou ainda decisões recentes do governo federal envolvendo a alocação de recursos. Dados apontam que cerca de 3 milhões de reais foram destinados à reforma de uma base naval, enquanto áreas como saúde e educação continuam enfrentando restrições orçamentárias.
Esse direcionamento de verbas ocorre em um contexto no qual o governo se apresenta como de perfil “popular”, o que tem alimentado críticas de setores da sociedade e da oposição.
Estatais e fragilidade fiscal
Outro ponto levantado diz respeito ao desempenho das empresas estatais brasileiras. Segundo a análise, essas companhias acumularam um déficit de aproximadamente 20,5 bilhões de reais, agravando o cenário de fragilidade fiscal do país e ampliando as preocupações sobre o equilíbrio das contas públicas.
Cenário político e eleições de 2026
Diante do aumento da insatisfação com a atual administração, a oposição tem ganhado espaço no debate político. O ex-presidente Jair Bolsonaro segue influente entre setores conservadores, enquanto seu filho, Flávio Bolsonaro, é citado como um possível nome da direita para disputar futuras eleições.
Com o pleito presidencial de 2026 ainda distante, o cenário começa a se desenhar. A polarização permanece forte no Brasil, marcada pelo crescimento da rejeição ao governo atual e pela reorganização de grupos conservadores em busca de alternativas políticas.





