VIVA LA LIBERTAD CARAJO! Milei comemora queda de Maduro e deixa Lula em “parafuso”
O presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou publicamente o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e o anúncio da captura de Nicolás Maduro, a quem classificou como ditador. A manifestação ocorreu por meio de uma publicação na rede social X, poucas horas após a divulgação da operação americana.
Ao reproduzir a notícia sobre a captura de Maduro, Milei escreveu: “A liberdade avança”, e emendou com seu já conhecido bordão político:
“VIVA LA LIBERTAD CARAJO!”
A declaração reforça o alinhamento do presidente argentino com a política externa norte-americana e sua postura abertamente crítica aos regimes de esquerda na América Latina, especialmente o venezuelano.
Críticas a Lula e ao regime venezuelano
Além da publicação, Milei divulgou um vídeo no qual faz duras críticas ao regime de Nicolás Maduro e relembra embates diplomáticos recentes com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No registro, Milei defende que a Venezuela vive sob uma ditadura e acusa líderes da esquerda regional de relativizarem violações democráticas.
Segundo aliados do presidente argentino, o vídeo tem como objetivo expor contradições de governos que, na visão de Milei, mantêm relações políticas e ideológicas com Caracas. No material, Lula aparece como alvo indireto das críticas, sem reação às declarações contundentes do argentino.
Repercussão regional
A comemoração de Milei gerou forte repercussão na América do Sul e aprofundou o clima de polarização política no continente. Enquanto governos de esquerda adotam cautela e defendem soluções diplomáticas, Milei se posiciona de forma explícita a favor da queda do regime venezuelano.
A postura do presidente argentino contrasta com a do governo brasileiro, que convocou reunião de emergência para avaliar os desdobramentos da crise e ainda não apresentou um posicionamento definitivo sobre a operação dos Estados Unidos.
Com a escalada do conflito e reações cada vez mais contundentes entre líderes regionais, a crise venezuelana passa a redesenhar o equilíbrio político e diplomático da América Latina, evidenciando divisões profundas entre os governos do continente.





