Michelle se manifesta sobre Venezuela e dá lição em Lula

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou neste sábado (3) uma nota oficial do PL Mulher sobre a ação dos Estados Unidos na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro. O texto adota tom de apoio à operação americana e faz críticas indiretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que condenou a ofensiva e classificou a prisão de Maduro como violação da soberania venezuelana.

Na manifestação, Michelle expressa solidariedade ao povo venezuelano, atribui a queda do regime a esforços internacionais e acusa o governo de Maduro de comandar um “narcoestado”. A nota também menciona alianças políticas regionais, denuncia violações de direitos humanos e faz um apelo por uma transição pacífica de poder.

Nota na íntegra

O PL Mulher manifesta sua solidariedade ao povo de bem venezuelano que, graças aos esforços americanos e à despeito da cumplicidade de alguns governantes de países vizinhos, está assistindo o início da sua libertação com a prisão do ditador narcotraficante Nicolás Maduro e a destruição das estruturas de poder narcoterroristas que dominavam o país e aprisionavam o povo.

Wiston Churchill dizia que “o preço da grandeza é a responsabilidade” e essa é uma postura assumida por líderes, porpessoas públicas, que não fogem ao seu dever. Quando as instituições de um país são tomadas por criminosos e corruptos sanguinários que dominam as estruturas de poder; quando o povo é oprimido e caçado a tal ponto que não têm mais forças para resistir a esses algozes; o apoio de nações e líderes estrangeiros corajosos pode se tornar a única solução viável para o povo “sequestrado” pelos ditadores. Ontem, esse apoio se materializou na Venezuela.

A operação executada por forças de segurança americanas contra a ditadura narcoterrorista que imperava na Venezuela representa o “início do fim” do regime autoritário e criminoso que, por décadas, vem impondo sofrimento e morte a milhares de cidadãos venezuelanos e atingiu de forma brutal, principalmente, mulheres e crianças.

Milhares de mulheres venezuelanas que se refugiaram no Brasil relataram as dificuldades, os abusos e as violências (inclusive sexuais) pelas quais tiveram que passar enquanto fugiam do narcoestado instalado na Venezuela.

Também irmãos surdos e pessoas com deficiência tiveram seus sofrimentos agravados com a ditadura e, enfrentando condições absurdas, preferiram se arriscar em uma fuga para o nosso país do que morrer em consequência das maldades do regime imposto por Hugo Chavez e Maduro – ambos amigos próximos do atual presidente do Brasil e membros do Foro de São Paulo, do qual Lula é tido como um dos fundadores.

A prisão do narcoterrorista e ditador, Nicolás Maduro, e o início da demolição das estruturas de poder dos narcotraficantes – em especial do Cartel dos Soles que é composto por generais do regime – traz para o povo da Venezuela e da América do Sul a indicação de que a libertação dos povos das mãos dos ditadores latino-americanos está cada dia mais próxima.

A operação americana contra os ditadores narcoterroristas da Venezuela é, também, um aviso para todos os poderosos de outros países da América do Sul que, fazendo parte do mesmo grupo e alinhados ao narcoditador venezuelano, tentam copiar em seus países o modus operandi de Maduro adotando, dentre outras, as seguintes práticas:

• favorecimento, defesa e proteção aos traficantes (até considerando-os como vítimas ou trabalhadores);
• cerceamento das liberdades do povo e perseguição da oposição;
• imposição gradativa de práticas ditatoriais (disfarçando-as de defesa da democracia); e
• cooptação de autoridades de outros poderes e aplicação de lawfare contra as representantes do povo resistentes ao regime.

O recado da operação americana foi bastante claro: “Ditadores disfarçados de democratas e defensores de traficantes, coloquem a“Barba” de molho!

Oramos, pedindo a Deus que toque os corações dos criminosos e também daquelas pessoas que, ludibriadas pelas mentiras dos poderosos, apoiavam o regime para que deponham as armas e se entreguem pacificamente, de modo a evitar o derramamento de sangue e propiciar uma transição pacífica e legítima de poder por meio das mãos do sofrido povo irmão venezuelano.

Que Deus abençoe a Venezuela e o seu povo de bem. Que Ele abençoe todas as famílias. Que Deus abençoe o nosso amado Brasil e jamais permita que ditadores prosperem em nosso país.

Michelle Bolsonaro

Repercussão

A publicação amplia a polarização política no Brasil em meio à crise venezuelana, contrastando com a posição oficial do governo federal. Enquanto aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro celebram a operação americana, o Planalto mantém discurso de condenação ao uso da força e defesa da mediação internacional.

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Bruno Rigacci

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