Desespero marca pronunciamento do governo venezuelano após desaparecimento de Maduro

O clima de incerteza e tensão tomou conta do que restou do governo venezuelano após o anúncio da captura do presidente Nicolás Maduro. Em um pronunciamento transmitido por uma rádio estatal, a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que o governo desconhece o paradeiro de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, e cobrou dos Estados Unidos a apresentação imediata de uma prova de vida.

“Diante dessa situação brutal e desse ataque, nós desconhecemos o paradeiro de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. Exigimos do governo Trump prova de vida imediata do presidente Maduro e da primeira-dama”, declarou Rodríguez durante a transmissão.

Visivelmente exaltada, a vice-presidente classificou a ação americana como uma agressão direta e afirmou que o governo venezuelano já previa uma ofensiva desse tipo. Segundo ela, Maduro teria alertado previamente a população sobre o risco de uma intervenção externa.

“O presidente Maduro já havia sido muito claro e advertido o povo venezuelano de que uma agressão dessa natureza, pelo desespero e de maneira energética dos Estados Unidos, podia acontecer”, afirmou.

Chamado à mobilização

Ainda no pronunciamento, Delcy Rodríguez declarou que, antes de desaparecer, Maduro teria determinado a ativação de milícias, além de ordenar mobilização das Forças Armadas, em articulação com forças populares e policiais.

“A primeira coisa que disse o presidente Maduro ao povo da Venezuela é: povo nas ruas. Ele ativou as milícias e todos os planos. Deu ordens muito claras às Forças Armadas venezuelanas em perfeita fusão militar, popular e policial”, disse.

Governo acuado

O discurso evidencia o estado de fragilidade da cúpula venezuelana diante da crise inédita. Sem confirmação oficial sobre o paradeiro do presidente e da primeira-dama, o governo tenta manter coesão interna enquanto cobra explicações do governo dos Estados Unidos.

Nos bastidores, a avaliação é de que o pronunciamento reflete o desespero e a perda de controle da situação, em meio ao risco de colapso institucional e escalada de conflitos no país.

A crise segue em rápido desenvolvimento, com repercussões imediatas em toda a América Latina e crescente preocupação da comunidade internacional.

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Bruno Rigacci

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