Polêmica com Fernanda Torres levanta alerta sobre impacto financeiro para franqueados da Havaianas

O empresário e investidor Renato Breia trouxe à tona um aspecto ainda mais sensível da polêmica envolvendo a Havaianas e a atriz Fernanda Torres: o impacto direto sobre quem está na ponta do negócio — os franqueados.

Em publicação na rede social X, Breia chamou atenção para o momento delicado vivido por esses empreendedores:

“Estou imaginando o franqueado das Havaianas… Bem na véspera do Natal, amigo secreto”, escreveu.

A observação escancara uma preocupação real. O fim de ano é tradicionalmente um dos períodos mais importantes para o varejo, especialmente para marcas de consumo popular e presentes sazonais. Qualquer crise de imagem nesse momento tende a gerar efeitos imediatos nas vendas, justamente quando o faturamento costuma ser decisivo para fechar o ano no azul.

Os números do negócio ajudam a dimensionar o problema. Segundo informações da própria Havaianas, a taxa de franquia exige um investimento inicial significativo, que pode variar a partir de R$ 200 mil, dependendo do modelo adotado — quiosque ou loja física em shopping ou rua. Em projetos mais robustos, o investimento total pode chegar a R$ 800 mil.

O processo inclui taxa de franquia, custos de instalação, adequação do ponto e formação de estoque. Em troca, a empresa promete um modelo de negócio baseado em marca forte, amplo reconhecimento nacional e internacional, além de suporte da franqueadora e potencial de bom faturamento.

O problema, segundo analistas e investidores, é que crises de reputação não atingem apenas a cúpula da empresa, mas recaem com força sobre os franqueados, que não têm controle sobre decisões de marketing, posicionamentos institucionais ou escolhas de porta-vozes.

Nesse cenário, cresce a apreensão de que os próximos dias sejam particularmente difíceis, sobretudo para pequenos e médios empresários que apostaram alto na marca e agora enfrentam um ambiente de incerteza, boicotes e desgaste nas redes sociais.

Para muitos, o episódio reforça uma lição já conhecida no mercado: quando grandes marcas entram em guerras ideológicas, quem paga a conta primeiro costuma ser o empreendedor que está atrás do balcão.

Que situação.

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Bruno Rigacci

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