Você não vai acreditar quem é a nova advogada do Careca do INSS

A advogada Danyelle Galvão, conhecida nos bastidores políticos por sua relação pessoal com o ex-ministro José Dirceu, assumiu no fim de outubro a defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Ela passou a representar Antunes semanas depois da tensa participação dele na CPMI do INSS, em setembro.

A mudança ocorreu após o então advogado de Antunes, Cleber Lopes, travar um embate público com o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). O episódio provocou o rompimento da relação profissional e abriu espaço para que Danyelle fosse contratada.

Perfil e trajetória de Danyelle Galvão

Além de atuar como advogada, Danyelle é juíza substituta do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), posição para a qual foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de manter um vínculo pessoal com Dirceu, ela costuma evitar tratar desse assunto em público.

Depoimentos reacendem discussão sobre vínculos políticos

A aproximação de pessoas ligadas ao entorno do governo Lula com Antunes voltou a ganhar destaque após vir a público um depoimento prestado à Polícia Federal por Edson Claro, ex-funcionário de Antunes.

Segundo relato de Claro — cuja versão está sob investigação e não constitui comprovação dos fatos — Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria recebido pagamentos mensais de cerca de R$ 300 mil, provenientes de pessoas associadas ao lobista. Ele afirmou ainda que os repasses incluiriam um valor aproximado de 25 milhões, sem detalhamento da moeda.

Claro também declarou que Lulinha teria viajado com Antunes para Portugal. As informações integram tanto a investigação da CPMI do INSS quanto inquéritos conduzidos pela Polícia Federal, que seguem em andamento.

Situação segue sob apuração

Nenhuma das acusações feitas por Edson Claro foi confirmada até o momento, e tanto os citados quanto suas defesas negam envolvimento em irregularidades. As investigações seguem sob sigilo, e novas etapas da CPMI devem analisar os depoimentos e documentos coletados.

As próximas semanas devem ser decisivas para esclarecer o peso das declarações e o eventual impacto político do caso.

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Bruno Rigacci

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