Debate entre influenciadores expõe divisão dentro da direita brasileira

Um vídeo recente publicado pelo comentarista Paulo Figueiredo reacendeu discussões e revelou tensões entre influenciadores do campo político de direita. Na gravação, Figueiredo critica a postura do comunicador Kim Paim, afirmando que ele teria utilizado sua influência para fazer ataques públicos a aliados por motivos ligados a divergências políticas internas.

As críticas repercutiram entre apoiadores e parlamentares alinhados ao mesmo espectro ideológico, ampliando o debate sobre a atuação de comunicadores digitais e seu impacto em articulações políticas.

Críticas apontam desgaste a aliados

Segundo Figueiredo e parte de seus apoiadores, conteúdos recentes produzidos por Kim Paim teriam causado desgaste a figuras como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os críticos afirmam que esses embates públicos acabam criando ruídos em um momento de necessidade de coesão entre lideranças do grupo.

Não há confirmação independente das motivações atribuídas ao comunicador; tratam-se de interpretações e opiniões expressas por seus críticos.

Kim Paim mantém apoio a Bolsonaro

Apesar das críticas, apoiadores de Kim Paim destacam que ele mantém firme alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro e continua sendo uma das vozes mais ativas na defesa de pautas do grupo. Seus seguidores afirmam que discordâncias internas são normais e que sua produção de conteúdo cumpre o papel de fiscalização e alerta dentro do movimento.

Kim Paim, até o momento, não comentou publicamente as críticas recentes feitas por Figueiredo.

Divisões internas crescem em ano pré-eleitoral

Especialistas em comunicação política observam que disputas entre influenciadores são comuns em anos de intensa movimentação eleitoral, quando análises, rumores e críticas internas ganham maior visibilidade nas redes sociais. A disputa por espaço, audiência e capacidade de influenciar decisões políticas também contribui para tensões públicas.

Apesar dos atritos, parlamentares e analistas próximos ao grupo afirmam que o desafio será manter a articulação política coesa, especialmente diante de votações importantes e da preparação para as eleições municipais de 2026.

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Bruno Rigacci

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