Erika Hilton faz ataque covarde contra Eduardo e afirma que ele “nunca mais abraçará o pai”
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) fez duras críticas públicas ao também deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), após ele solicitar à Câmara dos Deputados a possibilidade de manter seu mandato mesmo residindo nos Estados Unidos, país para onde se mudou no início de fevereiro deste ano.
Em uma série de publicações nas redes sociais, Erika classificou o pedido como “inaceitável” e partiu para ataques pessoais. A parlamentar chamou Eduardo de “traidor”, “parasita”, “verme” e declarou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro “nunca mais abraçará o pai”, em referência à distância física e política entre os dois.
“Os únicos cargos que Eduardo Bolsonaro merece são os de pária, presidiário e exemplo universal de fracassado. Lutaremos, na Câmara, contra esse absurdo. O Brasil não pode sustentar, com dinheiro público, quem trabalha diretamente contra o próprio país”, escreveu Hilton.
Segundo a deputada, Eduardo estaria atuando em solo norte-americano com o objetivo de articular sanções internacionais contra autoridades brasileiras, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e outros membros da Corte, em razão de investigações envolvendo seu pai.
Erika também afirmou que o parlamentar vive uma “decadência política” e que seu exílio voluntário pode resultar em isolamento, especialmente por estar longe dos antigos aliados e sem acesso direto ao Congresso Nacional.
“Vivendo em outro país, sem os antigos privilégios, Eduardo enfrentará a solidão. Ele nunca mais abraçará seu pai”, escreveu.
Pedido polêmico
Eduardo Bolsonaro solicitou formalmente à Mesa Diretora da Câmara que seja avaliada a possibilidade de exercer seu mandato de maneira remota, alegando compromissos internacionais e atividades políticas nos Estados Unidos. O caso gerou forte repercussão entre parlamentares da oposição, que questionam a legalidade e a legitimidade do pedido.
Até o momento, a Câmara não se manifestou oficialmente sobre o encaminhamento da solicitação. Internamente, o caso já é debatido entre líderes partidários e deve ser analisado sob a ótica do regimento interno da Casa, que exige a presença física regular dos parlamentares em Brasília.
Clima de tensão
Os ataques de Erika Hilton são mais um capítulo do clima de acirramento entre parlamentares da esquerda e da base bolsonarista. O episódio reacende debates sobre decoro parlamentar, limites do discurso político nas redes sociais e a viabilidade de um deputado representar os eleitores brasileiros vivendo no exterior.
Procurado, o deputado Eduardo Bolsonaro ainda não se manifestou oficialmente sobre as declarações da colega ou sobre o andamento de seu pedido à Câmara.