STF começa preparativos para julgamento de Bolsonaro e preocupação surge na Corte
O Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou seu esquema de segurança para o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, acusado de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O processo será analisado pela Primeira Turma da Corte entre os dias 2 e 12 de setembro.
A proximidade com o feriado de 7 de setembro, data historicamente mobilizada por apoiadores do ex-presidente, motivou medidas preventivas por parte do STF e da Polícia Federal (PF). Entre as ações, estão varreduras nas residências de ministros, intensificação do monitoramento virtual e reforço na proteção do prédio do tribunal.
Além disso, a PF solicitou vigilância na residência de Jair Bolsonaro, com orientação para que os agentes atuem de forma discreta, evitando exposição pública e aglomerações.
A condução do processo está sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Moraes já determinou diversas ações no inquérito que investiga a suposta articulação de militares e aliados de Bolsonaro para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Fontes do STF indicam que a segurança é a principal preocupação no momento, dada a sensibilidade do julgamento e o histórico de manifestações que envolvem o nome do ex-presidente. O tribunal quer evitar qualquer episódio que possa colocar em risco a integridade física dos ministros ou comprometer a normalidade das sessões.
O julgamento poderá definir o futuro político e jurídico de Bolsonaro. Se condenado, ele poderá receber nova pena de inelegibilidade e até enfrentar reclusão, a depender da gravidade dos delitos imputados.
A expectativa é de que o julgamento seja acompanhado de perto por autoridades nacionais e internacionais, além de movimentos da sociedade civil e imprensa.