Antecipação do 13º para aposentados não ocorrerá em abril, diz Tebet

A possível antecipação do pagamento do 13º salário para aposentados e pensionistas será adiada para maio ou junho deste ano, caso seja autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi confirmada pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, nesta quarta-feira (2), durante a cerimônia de celebração dos 60 anos do Banco Central, em Brasília.

De acordo com Tebet, a antecipação em abril é considerada inviável devido a dificuldades logísticas e financeiras, sendo que, nos últimos anos, o pagamento antecipado ocorreu nos meses de maio e junho. A ministra destacou que a decisão final depende de uma formalização por parte do presidente Lula, que poderá autorizar a medida, com a participação do Ministério da Previdência e do Ministério do Trabalho.

Expectativa para Maio e Junho

“No mês de abril, é inviável. Nós temos as dificuldades. Todos os últimos anos foram em maio e junho. Então, se houver essa decisão agora do presidente [Lula], nós estamos preparados para atendê-lo em relação a isso”, afirmou a ministra. Ela também mencionou que, caso a decisão seja tomada, os ministros envolvidos — incluindo o ministro da Previdência e o ministro do Trabalho — seriam responsáveis pelo anúncio oficial.

Essa antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas tem sido um tema de debate dentro do governo, com o objetivo de garantir um alívio financeiro adicional aos beneficiários da Previdência Social, especialmente em momentos de pressão econômica.

Declaração de Rogério Ceron

Na última semana, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, havia afirmado que a equipe econômica estava planejando adiantar o pagamento do 13º salário para aposentados e pensionistas, com base no modelo adotado nos últimos anos. A medida seria uma forma de dar maior segurança e previsibilidade aos beneficiários, já que o pagamento é tradicionalmente realizado no final do ano.

Apesar disso, a confirmação de quando exatamente o pagamento ocorrerá depende agora da formalização de um decreto presidencial, o que deixa a antecipação ainda em aberto. A ministra Simone Tebet reforçou que a decisão final cabe ao presidente Lula.

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Bruno Rigacci

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