Compras internacionais online ficam mais caras a partir desta terça (1º)

A partir de agora, dez estados brasileiros implementaram um aumento significativo no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre compras internacionais de até US$ 3 mil, passando de 17% para 20%. A medida foi tomada com o objetivo de fortalecer a indústria e o comércio nacional, buscando tornar as importações mais caras e estimular a produção interna. Os estados afetados pela mudança são Acre, Alagoas, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima, Piauí e Sergipe.

Com o reajuste, a carga tributária total sobre compras internacionais pode chegar a até 60%, considerando os impostos federais e estaduais. A decisão gerou reações mistas, com críticos apontando que isso pode onerar ainda mais o consumidor final, enquanto os defensores acreditam que a medida ajudará a proteger a produção nacional de bens que competem diretamente com as importações.

Além disso, o governo brasileiro tem trabalhado em uma medida adicional para responder a práticas comerciais que considera prejudiciais. O Senado aprovou a criação da Lei da Reciprocidade Econômica, que visa permitir que o Brasil possa retaliar países que dificultam a entrada de produtos brasileiros. A proposta surge como uma resposta direta às tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre aço e alumínio brasileiros.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou sobre a situação durante sua visita a Paris, afirmando que uma possível retaliação comercial por parte dos EUA ao Brasil seria “injustificável” e causaria estranheza, dado que os dois países mantêm negociações comerciais constantes. Haddad destacou ainda que os EUA já possuem um superávit comercial com o Brasil, sugerindo que as tarifas poderiam prejudicar as relações econômicas de maneira desproporcional.

A expectativa é de que o presidente dos EUA, Donald Trump, faça um anúncio oficial sobre novas tarifas em 2 de abril, o que poderia intensificar a tensão comercial entre os dois países. A medida, caso seja implementada, deve impactar não só as relações comerciais, mas também gerar discussões sobre os efeitos de políticas protecionistas em uma economia globalizada.

Enquanto o aumento do ICMS reflete uma tentativa de reforçar o mercado interno, a criação da Lei da Reciprocidade Econômica pode ser uma estratégia para mostrar força nas negociações comerciais internacionais, em especial com potências como os Estados Unidos. As próximas semanas serão decisivas para entender como essas medidas afetarão as relações econômicas e o comportamento do mercado brasileiro.

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Bruno Rigacci

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