Líder do PT vê resultado do Placar da Anistia com preocupação
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, expressou grande preocupação com o apoio crescente à anistia para os presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023, após um levantamento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo. O estudo, chamado Placar da Anistia, revelou que mais de um terço dos 513 deputados da Câmara são favoráveis à proposta, o que já é o suficiente para aprovar um regime de urgência na tramitação do projeto de lei.
Segundo o levantamento, dos 420 deputados consultados (82% da Câmara), 191 se declararam favoráveis à anistia, 126 contrários, e 104 preferiram não se manifestar. Diante dessa situação, Lindbergh Farias fez declarações contundentes, classificando o apoio à anistia como um ato criminoso, afirmando que quem defende essa medida está cometendo um crime passível de prisão preventiva. Ele também alertou sobre a potencial crise institucional que a aprovação da urgência geraria, especialmente em relação ao Poder Judiciário, já que a medida pode afetar a atuação do STF, que tem sido responsável por julgar os casos relacionados aos atos de 8 de janeiro.
A discussão sobre a anistia ganhou força com casos como o de Débora Rodrigues dos Santos, que ficou conhecida por pichar a estátua A Justiça em frente ao STF durante os atos de 8 de janeiro. Débora responde por vários crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado e danos qualificados ao patrimônio da União. A pena proposta para ela, que é de 14 anos de prisão no regime fechado, além de uma multa e indenizações significativas, tem gerado controvérsias, com críticas sobre sua suposta desproporcionalidade.
O discurso de Lindbergh Farias reflete a crescente polarização política sobre o tema, com opositores da anistia temendo uma possível leniência com os envolvidos nos ataques e considerando que isso comprometeria o compromisso com a justiça e a democracia.