Barroso sobre mulher que pichou estátua: Primeiro julga, depois revisa a pena
Nesta sexta-feira (28), o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou sobre o caso de Débora Rodrigues dos Santos, a cabeleireira que foi acusada de pichar a estátua da Justiça, durante os atos de 8 de janeiro de 2023. Barroso, ao ser questionado sobre a possibilidade de revisão da pena de Débora, afirmou que primeiro é necessário julgar o caso e, se houver uma condenação, só então considerar temas como comutação ou redução de pena. O ministro também destacou que as penas foram elevadas devido ao número de crimes cometidos.
De acordo com Barroso, a sociedade brasileira tende a ser muito indignada no momento em que os episódios acontecem, mas, com o passar do tempo, a indignação dá lugar à compaixão. Essa observação pode indicar uma reflexão sobre a tensão entre justiça e misericórdia no tratamento de certos crimes.
Débora Rodrigues dos Santos, de 39 anos, foi uma das pessoas envolvidas nos tumultos de 8 de janeiro de 2023, quando grupos atacaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. Ela foi acusada de pichar a estátua da Justiça com a frase “perdeu, mané”, em uma referência à fala de Barroso em 2022, que causou polêmica à época.
O caso gerou bastante repercussão, e a fala do ministro Barroso em relação ao processo e à pena é um reflexo das discussões sobre justiça e punição para aqueles envolvidos nos atos antidemocráticos.