Lula diz que ONU não tem força para criar Estado palestino e pede entrada do Brasil no Conselho de Segurança

Na noite de quarta-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas à Organização das Nações Unidas (ONU) durante uma coletiva de imprensa em Tóquio, Japão. Lula, que está em uma visita oficial ao país, afirmou que a ONU não tem forças suficientes para criar o Estado palestino, embora tenha lembrado que foi a própria organização que criou o Estado de Israel em 1948.

A declaração de Lula veio no contexto de uma ampla crítica à estrutura atual da ONU, especialmente em relação ao Conselho de Segurança, que ele considerou “deficiente” e “não representativo”. O presidente brasileiro argumentou que países como o Brasil e o Japão deveriam ter maior protagonismo nas decisões estratégicas globais. “O Japão e o Brasil poderiam participar do Conselho de Segurança da ONU”, sugeriu, defendendo uma reforma no órgão para torná-lo mais inclusivo e representativo das realidades geopolíticas atuais.

Críticas à Estrutura da ONU

Lula ressaltou que a atual configuração da ONU, especialmente o Conselho de Segurança, favorece uma dinâmica de decisões unilaterais. “Hoje eles tomam decisões, fazem guerras, de forma unilateral, sem conversar com ninguém”, disse o presidente. Para ele, essa falta de diálogo e a concentração de poder nas mãos de poucos países comprometem a credibilidade da ONU, tornando-a menos eficaz em suas funções globais.

Além disso, Lula fez referência a compromissos ambientais internacionais não cumpridos, como o Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris. O presidente destacou que, apesar das promessas feitas na esfera internacional, muitos desses acordos não foram devidamente implementados, o que, em sua visão, mostra a falha da comunidade global em lidar com problemas urgentes como as mudanças climáticas. “O Protocolo de Kyoto não foi cumprido. O Acordo de Paris está sendo desrespeitado”, lamentou Lula.

A ONU e a Questão Palestina

Sobre a criação do Estado palestino, Lula reiterou que a ONU não tem “forças suficientes” para concretizar esse objetivo, fazendo uma comparação com o processo de criação do Estado de Israel. Para ele, a questão palestina é um dos maiores desafios da comunidade internacional, e a falta de uma solução definitiva, até hoje, reflete as falhas estruturais da organização mundial.

Conclusão: Reformas Necessárias na ONU

A fala de Lula durante sua visita ao Japão trouxe à tona um debate mais amplo sobre as reformas necessárias na ONU, especialmente no Conselho de Segurança, onde países como o Brasil, Japão e outros emergentes poderiam ter um papel mais ativo nas decisões globais. A crítica de Lula à falta de cumprimento de acordos ambientais também coloca em questão a eficácia da ONU em questões relacionadas ao clima, um dos maiores desafios globais da atualidade.

Em um cenário internacional cada vez mais complexo, as declarações de Lula podem ser vistas como um apelo por maior justiça e representatividade nas instituições internacionais, especialmente em um momento onde os desafios globais exigem respostas mais eficazes e colaborativas.

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Bruno Rigacci

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