Após serem barrados, deputados do PL estão em sessão do STF. Veja quem

Nesta terça-feira (25/3), um grupo de deputados do Partido Liberal (PL) está acompanhando de perto o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que decidirá se as denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados serão aceitas. O julgamento trata da acusação de uma possível tentativa de golpe de Estado durante o período pós-eleitoral de 2022.

Presença de Bolsonaro no Plenário

Jair Bolsonaro é o único dos denunciados que decidiu comparecer pessoalmente ao plenário do STF para acompanhar o desenrolar do julgamento. Ele chegou cedo para a sessão e tem se mostrado atento às discussões e procedimentos. A presença do ex-presidente é vista como uma demonstração de confiança no processo, mas também é parte de um movimento político em que Bolsonaro tenta reforçar sua posição diante da opinião pública e das decisões judiciais que o envolvem.

Deputados do PL Atrasados, Mas Autorizados a Entrar

Além de Bolsonaro, outros deputados do PL estavam presentes, incluindo figuras como Luciano Lorenzini Zucco, Zé Trovão, Maurício do Vôlei, Evair de Melo, Paulo Bilynski, Mário Frias, Delegado Caveira e Coronel Chrisóstomo. No entanto, a chegada do grupo foi marcada por atrasos, e eles chegaram a ser inicialmente impedidos de entrar no local do julgamento.

O motivo do impedimento foi a falta de espaço nas dependências do plenário, mas o ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do STF, autorizou posteriormente a entrada dos parlamentares. Em um gesto de protesto, o PL emitiu uma nota pública expressando “repúdio ao impedimento de colegas da oposição” e reforçou o apoio ao ex-presidente Bolsonaro, que segue como uma figura central na política brasileira.

A Sessão e os Primeiros Passos do Julgamento

A sessão começou às 9h46 com o ministro Cristiano Zanin explicando os ritos do julgamento, que será dividido em três partes: duas sessões programadas para o dia de hoje (25/3), uma às 9h30 e outra às 14h, e uma sessão extraordinária agendada para a manhã de quarta-feira (26/3). O julgamento está sendo realizado para decidir se os integrantes do chamado “Núcleo 1” da denúncia, que inclui Bolsonaro e seus aliados, se tornarão réus.

Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes iniciou a leitura do relatório, no qual ele apresentou os crimes imputados à Bolsonaro pela PGR. Moraes também mencionou os outros sete denunciados, detalhando as acusações de que o grupo teria atuado com o objetivo de promover uma tentativa de golpe para desestabilizar o processo democrático, culminando nas manifestações violentas de janeiro de 2023.

O Futuro do Julgamento e Expectativas

O julgamento do STF pode durar até amanhã, com o ministro Zanin planejando finalizar a análise na sessão extraordinária marcada para as 9h30 de quarta-feira. A expectativa é grande tanto entre os apoiadores de Bolsonaro quanto entre os opositores, que aguardam a decisão do STF sobre se as denúncias serão aceitas e se o ex-presidente e seus aliados enfrentarão um processo penal.

Se as denúncias forem aceitas, Bolsonaro e seus aliados passarão a ser réus e o caso seguirá para uma ação penal, o que poderá resultar em uma condenação ou absolvição. Já se o STF rejeitar a denúncia, o caso será arquivado e os acusados estarão livres de um processo judicial relacionado a essa acusação específica.

Este julgamento não apenas decide o futuro judicial dos envolvidos, mas também carrega um peso político significativo, com repercussões que podem afetar o cenário político e as relações entre os Poderes no Brasil.

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Bruno Rigacci

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