STF: 1ª Turma julgará presa do 8/1 que passou batom em estátua
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a julgar a cabeleireira Débora dos Santos, de 39 anos, que foi presa em consequência dos violentos atos de 8 de janeiro de 2023. O julgamento ocorrerá no plenário virtual entre os dias 21 e 28 de março de 2025.
Débora ficou conhecida nacionalmente após escrever, com batom, a frase “perdeu, mané” na estátua da Justiça, localizada em frente ao STF, durante os protestos que resultaram em uma tentativa de golpe contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O momento foi registrado por uma fotojornalista do jornal Folha de S.Paulo, o que gerou ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa.
A defesa de Débora solicitou ao STF que o julgamento fosse realizado no plenário. No entanto, espera-se que esse pedido não tenha um grande impacto no resultado do processo, uma vez que a Primeira Turma, composta por ministros como Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin, Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia, terá a responsabilidade de analisar o caso.
Possível condenação e pena
Se for condenada, Débora poderá enfrentar uma pena de 17 anos de prisão, uma das mais severas entre os réus envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. O julgamento de sua participação nos atos golpistas reflete a continuidade das investigações e processos judiciais envolvendo aqueles que estiveram envolvidos nas tentativas de desestabilização das instituições democráticas do Brasil.
O caso de Débora é um exemplo de como os atos de 8 de janeiro ainda geram desdobramentos legais e sociais, com a justiça buscando responsabilizar os envolvidos, desde os que participaram ativamente dos ataques até aqueles que, de forma simbólica, ajudaram a incitar o caos.