NIkolas: “Moraes não tem voto de nenhum cidadão brasileiro”

No domingo (16), durante o ato Anistia Já em Copacabana, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, e destacou a luta pela anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Em seu discurso, o parlamentar iniciou afirmando que não havia nada a comemorar, mas sim muito a lutar. Ele mencionou o caso de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, que morreu na Penitenciária da Papuda, em 2023. Ferreira relatou que, apesar de já existir um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) para sua soltura, o pedido não foi apreciado por Moraes.

“Eu me lembro que antes de me casar, me veio à memória e caiu a ficha de que várias pessoas, como meu avô e meu tio, que morreram, não estariam no meu casamento e não veriam a minha filha. Isso tomou meu coração de muita tristeza. Agora para pra pensar no que o STF fez com a vida da família do Clezão. Eles não roubaram somente a vida dele, eles roubaram a oportunidade da sua filha de mostrar o neto ao avô”, lamentou Ferreira, destacando a dor da perda para a família de Clezão.

O deputado continuou seu discurso enfatizando que, ao interferir nas vidas dessas pessoas, o STF, e especialmente Alexandre de Moraes, tem decidido sobre o destino de cidadãos sem jamais ter recebido um voto direto do povo. Ferreira também frisou que o caso de Clezão era irreversível, mas que, atualmente, muitas outras pessoas continuam presas injustamente, perdendo momentos valiosos de suas vidas.

Em um tom de crítica mais ampla, Nikolas Ferreira ainda fez uma alusão ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, sem citá-lo diretamente, dizendo:

“Inclusive, existe um homem nessa capital [RJ] que tem uma condenação de 300 anos e está sendo influenciador em cima da sacada de seu prédio”, em clara referência a Cabral, que, após ser condenado, continua a gerar controvérsias em suas ações.

Por fim, o deputado fez um apelo à militância presente, dizendo que, caso a luta fosse abandonada, já estariam perdendo a guerra.

“Quando a gente para de lutar, nós já perdemos essa guerra”, concluiu Nikolas Ferreira, reforçando a necessidade de continuar a pressão por anistia e pela revisão das decisões que afetam as vidas dos brasileiros.

O discurso de Ferreira ecoou entre os presentes, refletindo a união de várias figuras políticas em torno da causa, e acrescentando mais uma camada à crítica ao STF e a luta pela anistia.

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Bruno Rigacci

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