Pavinatto Cobra Coerência de Zanin: “Se Zanin for homem de palavra, recusará denúncia”
O ex-apresentador da Jovem Pan e jurista Tiago Pavinatto se manifestou sobre a iminente decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, a respeito da admissibilidade da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em sua declaração feita na rede social X, Pavinatto afirmou que, caso Zanin apoie a aceitação da denúncia, estará sendo incoerente com os princípios que sempre defendeu ao longo de sua carreira.
Na sexta-feira (14), Pavinatto publicou uma análise contundente, questionando a postura do ministro. Ele lembrou que Zanin, conhecido por sua atuação como advogado de defesa de Lula, marcou rapidamente o julgamento do caso para o dia 25 de março. O jurista então opinou que, se Zanin se manter fiel aos valores que sempre defendeu, ele votará contra a denúncia, destacando sua credibilidade como “o melhor advogado que já conheci.”
“Se Zanin for homem de palavra, isto é, se ele agir com a honestidade jurídica do grande jurista que sempre foi, ele votará contra a denúncia em virtude de tudo aquilo que sempre sustentou”, escreveu Pavinatto.
O Caso no STF
No dia 25 de março, a Primeira Turma do STF analisará a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para determinar se ela cumpre os requisitos jurídicos e se há evidências suficientes para justificar o início de um processo criminal contra o ex-presidente Bolsonaro e outros envolvidos no suposto golpe de Estado de 8 de janeiro.
Se a denúncia for aceita, Bolsonaro e vários ex-ministros do seu governo se tornarão réus no processo. Os nomes envolvidos incluem figuras de destaque como o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e o ex-ministro da Defesa, Walter Braga Netto, além de outros envolvidos como o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos e o atual deputado federal Alexandre Ramagem.
A Expectativa de Pavinatto
A crítica de Tiago Pavinatto destaca a expectativa de que Zanin, conhecido por sua trajetória jurídica, mantenha a consistência em suas decisões, especialmente em um contexto político tão delicado. Sua postura no caso pode ter implicações significativas, tanto para o andamento do processo quanto para a percepção pública sobre a imparcialidade do STF e a natureza das acusações contra o ex-presidente.
A decisão da Primeira Turma do STF em 25 de março será crucial para definir os rumos do processo, com implicações tanto legais quanto políticas para os envolvidos.