Donald Trump anuncia tarifas de 25% sobre a União Europeia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira (26) que irá implementar tarifas de 25% sobre produtos da União Europeia, em mais uma etapa do que tem sido chamado de “tarifaço”. Trump afirmou que os países europeus estão “tirando vantagem” dos americanos e acusou o bloco de ser criado com o objetivo de prejudicar os Estados Unidos. As novas tarifas prometem intensificar a tensão comercial entre os dois lados do Atlântico, marcando uma continuação de sua política protecionista durante seu mandato.
O anúncio ocorre em um momento de crescente desconforto entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais. Trump, conhecido por sua postura agressiva em relação a acordos comerciais, justificou a medida como uma forma de corrigir o desequilíbrio que, segundo ele, favorece os países europeus em detrimento da economia americana.
Além disso, Trump confirmou que as tarifas previamente anunciadas contra o Canadá e o México, que haviam sido suspensas, entrarão em vigor no próximo dia 2 de abril. Essas medidas têm como foco produtos importados desses países, reforçando a política de “America First” (América em Primeiro Lugar), que foi central durante seu governo.
Em outro movimento polêmico nesta quarta-feira, Trump pressionou a gigante de tecnologia Apple a encerrar suas políticas de diversidade. Na terça-feira (25), acionistas da empresa votaram para manter suas iniciativas de diversidade, contrariando a postura de outras grandes empresas do setor, como Meta, Google e Amazon, que, sob a influência do republicano, reduziram ou eliminaram seus programas de inclusão e diversidade após sua saída da Casa Branca. A postura de Trump reflete uma crescente divisão no setor privado sobre o papel da diversidade no ambiente corporativo.
Essas ações de Trump refletem seu contínuo impacto no cenário político e econômico global, especialmente em relação ao comércio internacional e às políticas corporativas de grandes empresas de tecnologia. A pressão sobre a Apple também evidencia a polarização política nos Estados Unidos, com uma linha divisória clara entre as posições defendidas por Trump e as decisões tomadas por outras empresas e seus acionistas.