Tragédia anunciada: Pacote de Haddad fracassa, dólar bate R$ 6,11 e inflação deve subir
O dólar atingiu um novo recorde nominal nesta sexta-feira (29), disparando para R$ 6,11, refletindo a reação negativa do mercado às medidas anunciadas pelo governo, como cortes de gastos e alterações na isenção do Imposto de Renda, que foram detalhadas na quinta-feira (28).
Especialistas do mercado financeiro não acreditam que essas medidas serão suficientes para equilibrar as contas públicas e apontam que a decisão de elevar a faixa de isenção do Imposto de Renda acabou enfraquecendo os ajustes fiscais propostos, diluindo seus efeitos positivos. A expectativa era de que as medidas trouxessem algum alívio à economia, mas a resposta do mercado indica que, para muitos analistas, elas são insuficientes.
Em paralelo, o Banco Central (BC) divulgou dados preocupantes nesta sexta-feira (29), mostrando que o déficit nominal do setor público consolidado – que inclui o pagamento de juros da dívida – chegou a R$ 1,093 trilhão no acumulado de 12 meses até outubro. Além disso, a dívida bruta do Brasil ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 9 trilhões, atingindo 78,6% do PIB, uma situação alarmante para as finanças do país.
Em resposta às críticas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não acredita em “bala de prata” e que o mercado financeiro precisa revisar suas projeções, que segundo ele, têm sido baseadas em “profecias não realizadas” sobre o crescimento econômico e o resultado primário do governo. No entanto, muitos especialistas consideram que o governo está perdido, lidando com uma série de dificuldades econômicas e de gestão que não parecem ter soluções rápidas.
A cada passo, o governo do PT parece caminhar para um cenário econômico cada vez mais desafiador, gerando temores sobre os rumos da economia brasileira. As críticas se intensificam, e muitos observam com preocupação o impacto que essas políticas podem ter no futuro do país.