Jornalista exilado surpreende e revela que planeja candidatura

O jornalista e ativista Oswaldo Eustáquio, atualmente exilado em Madri, está planejando uma incursão na política europeia, com a intenção de disputar uma vaga como deputado na Espanha ou no Parlamento Europeu em 2027, após obter a cidadania espanhola, prevista para o próximo ano. Conhecido por suas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e por seu ativismo em prol da liberdade de expressão e contra o autoritarismo no Brasil, Eustáquio vê sua candidatura como uma extensão de sua luta pelos princípios da direita.

Em declarações, ele afirmou: “Quero levar os princípios da direita a um público mais amplo, especialmente entre os latinos na Espanha”, revelando sua intenção de explorar a comunidade latina na Europa como um ponto central de apoio.

Desde que chegou à Europa, há quase dois anos, Eustáquio tem se aproximado de partidos de direita, particularmente o Vox, na Espanha, uma legenda conhecida por sua postura contra a imigração ilegal, mas que, segundo ele, “defende imigrantes que contribuem para a sociedade”. O jornalista também tem participado de eventos importantes, como o Viva 24, um grande encontro da direita europeia, onde se encontrou com figuras proeminentes como Marine Le Pen e Viktor Orbán, líderes de movimentos conservadores.

Além disso, Eustáquio tem se aproximado de comunidades evangélicas brasileiras e outros grupos de imigrantes latinos na Espanha, buscando apoio para suas pautas conservadoras. Ele também destacou a importância de desmistificar a imagem do Vox, considerando que a esquerda frequentemente associa o partido a posições extremistas, algo que ele quer combater.

Em 2022, Eustáquio tentou se eleger deputado federal pelo Paraná, mas obteve apenas 16.700 votos (0,27% dos votos válidos), ficando longe de uma vaga. No entanto, ele acredita que o cenário europeu, com uma crescente onda conservadora e uma maior abertura para as ideias de direita, oferece um terreno mais fértil para sua candidatura e para a promoção de suas pautas.

Eustáquio continua a denunciar, tanto no Brasil quanto fora dele, o que chama de perseguição política por suas críticas ao governo e à Justiça brasileira, e vê na política europeia uma oportunidade de ampliar sua influência e defender as bandeiras que considera fundamentais, como a liberdade de expressão e a luta contra o “autoritarismo”.

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Bruno Rigacci

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