Marina destacou que, embora haja uma proibição em vigor contra o uso do fogo em todo o território nacional, certos indivíduos têm agido de forma intencional, exacerbando os impactos ambientais e sociais, em um momento em que o país enfrenta uma das piores secas da sua história. Ela defendeu penas mais severas para os responsáveis por esses crimes, que atualmente variam de um a quatro anos de prisão.
A ministra revelou que, até o momento, 17 pessoas foram presas e 50 inquéritos estão em andamento para investigar os responsáveis pelos incêndios. Marina também sugeriu que essas ações podem ter motivações orquestradas por grupos, e que o trabalho da Polícia Federal será crucial para desvendar possíveis articulações criminosas. Ela comparou os incêndios intencionais aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, dizendo que ambos visam gerar caos no país.
Os impactos econômicos também foram mencionados. Em São Paulo, o prejuízo já atinge R$ 2 bilhões, com 900 mil hectares de áreas agrícolas, especialmente de cana-de-açúcar, queimadas. Além disso, 1,4 milhão de hectares de pastagens e 1 milhão de hectares de florestas foram atingidos pelas chamas.
Marina explicou que a mudança climática tem um papel fundamental no agravamento desses incêndios, pois a perda de umidade nas florestas, que antes eram resistentes ao fogo, agora contribui para a propagação das chamas. Ela reforçou que aproximadamente 32% dos incêndios são provocados intencionalmente, com o objetivo de degradar as florestas.